Philip K. Dick

Marco A. M. Bourguignon

Philip K. Dick tem sido um dos autores mais elogiado por críticos, escritores e admiradores, sendo um dos mais imprevisível autores, onde o domínio de humor existencial e a trama complexa não tem rival no campo da Ficção Científica.

O autor consegue enxergar o futuro, não pela evolução e transformações tecnológica, mas se atendo às pessoas. Isso o faz ultrapassar os limites do gênero. Seus personagens não são heróis ou heroínas tradicionais, são cidadãos comuns do futuro, lutando contra os problemas humanos normais: dificuldades financeiras, trabalho e relacionamentos.

Depois de se concentrar nos romances, não abandonou os contos curtos como: The World Jones Made, The Cosmic Puppet, Eye in the Sky e Time Out of Joint. Ganhou o Prêmio Hugo em 1962 de melhor romance com The Man in the High Castle (O homem do castelo alto).

Nos períodos de 1964 a 1969 pode ser chamado como o mais fecundo de Dick. Foi romancista tão prolífico quanto o foi de contos na década de 50. The Three Stigmata of Palmer Eldritch (Os três estigmas de Palmer Eldritch) e Do Androids Dream of Electric Sheep? (Caçador de andróides) são dois exemplos da fase que se inicia, em 1955, com Solar Lottery, na qual passa a se dedicar mais aos romances.

Em 1972, publicou We Can Build You, seguido em 1974 por Flow My Tears the Policeman Said que ganhou o Prêmio em Memória de John W. Campbell, como melhor romance do ano. Em 1975, o primeiro romance da “corrente principal dos tempo”, Confessions of a Crap Artist, teve sua primeira edição. Seu segundo trabalho em colaboração (com Roger Zelazny), Deus Irae, em 1976, seguido, em 1977, por A Scanner Darkly, Segundo “Norman Spinrad”, Dick produziu “o conjunto mais importante de trabalho de qualquer autor de ficção científica”.

Hoje, o prêmio mais importante da ficção científica do mundo leva o seu nome. Philip K. Dick Award, que vem revelando há anos novos talentos.

Livros:

  • A triologia de VALIS
    • Valis ( O mistério de Valis )
    • A invasão divina ( The Divine Invasion )
    • A transmigração de Timothy Archer ( The Transmigration of Timothy Archer ) [Não é FC]
  • O homem duplo ( A Scanner Darkly )
  • Os clãs da lua de Alfa ( Clans of the Alphane Moon)
  • Marionetas Cósmicas ( The Cosmic Puppets )
  • Fenda do espaço ( The Crack in Space )
  • O deus da fúria ( Deus Irae ) com Roger Zelazny
  • Blade Runner – Perigo iminente ( Do Androids Dream of Electric Sheep? )
  • Depois da bomba ( Dr. Bloodmoney, or How We Got Along After the Bomb )
  • Os olhos do céu / Universos paralelos ( Eye in the Sky )
  • O vazio infinito ( Flow My Tears, the Policeman Said )
  • O homem do castelo alto ( The Man in the High Castle )
  • O profanador ( The Man Who Japed )
  • A penúltima verdade ( The Penultimate Truth )
  • A máquina preservadora ( The Preserving Machine ) [Contos]
  • O tempo dos simulacros (The Simulacra)
  • Lotaria Solar ( Solar Lottery )
  • Os 3 estigmas de Palmer Eldritch ( The Three Stigmata of Palmer Eldritch )
  • O homem mais importante do mundo ( Time Out of Joint )
  • Ubik
  • A arma impossível ( The Zap Gun )

Philip Kendred Dick
1928 ~1982

Nasceu em Chicago (EUA), mas passou a maior parte de sua vida na Costa Oeste, em São Francisco e no Condado de Marin.  Publicou mais de 110 contos num período de 25 anos, começando com a venda de Roog a Anthony Boucher, da The Magazine of Fantasy and Science fiction, em 1952.  só em 1953, 28 contos seus foram publicados em revistas de Ficção Científica de todos os tipos – de Planet Stories a Space Science Fiction. Em 1954, repetiu o sucesso com mais 28 contos publicados, desta vez em publicações como a Starling e a Thrilling Wonder Stories.

 

 

 

 

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