Universo da Scarium

Ficção Científica, Fantasia, Horror & Mistério



A Saga de Cid: uma epópéia e um mega-projeto

Antonio Lorhan (da redação)

Depois de meses de preparação, um mega-projeto no campo da ficção científica tem início - trata-se da “Saga de Cid”, uma coleção de cinco livros, cujo primeiro volume (’Cid, a Revelação’) será lançado em junho.Mas já é possível saborear a história de Dod Aia, um ‘Marco Polo às avessas’, um alienígena que, após anos de missão na Terra, resolve contar tudo sobre seu mundo de origem, Moa, e sobre seu país, Cid. No site da saga1 é possível baixar, em PDF, os primeiros cinco capítulos do primeiro livro.

A história, escrita por Flavio C. Rebello, terá cinco volumes ao todo - ‘A Revelação’, ‘A Descoberta’, ‘A Guerra’, ‘O Retorno’ e ‘O Renascimento’. A proposta é apresentar uma ficção científica de alto nível, cujo cenário principal é o Brasil, mas também por almejar se tornar uma franquia, envolvendo vários produtos.

Detalhes importantes do mundo de Moa estão no site oficial da saga.

Na epopéia de Sid há o ‘Saad’, uma filosofia religiosa e filosófica que move toda a trama. A tecnologia e a sociedade deste novo mundo, habitado por humanos, também é descrita com detalhes ao longo da série.

Também está sendo disponibilizado o idioma dos “Sids” na Internet, com direito a curso on line gratuito com monitoria. Há inclusive vidoclips no “YouTube”2 produzido com o idioma, bem como revistas e ebooks on line.

Ligações:

Site Oficial
Comunidade no Orkut
Para Aprender o Idioma

  1. http://br.cidcan.org []
  2. http://www.youtube.com []

Lançamento: Filme de FC em tom filosófico

Sunshine - alerta solar”, do diretor de “Trainspotting”, é um filme de ficção científica de tom filosófico, lançado nos cinemas no dia 13 de abril.

A tripulação de uma espaçonave parte para reavivar o sol. A trama tenta remeter ao clássico de Stanley Kubrick, “2001 - uma odisséia no espaço”. O longa é estrelado por Cillian Murphy, que também protagoniza outra estréia de drama político “Ventos da Liberdade”.

Dirigido por Danny Boyle (de “Trainspotting” e “Extermínio”), “Sunshine” recorre a um mito grego e se revela uma fábula moral. O nome da espaçonave em que viajam os personagens é Ícaro II, uma referência à lenda grega do rapaz que se encantou com o sol e voou para muito próximo dele, teve as asas de cera derretidas e acabou morrendo.

“Sunshine” destaca que o sol é um elemento que seduz seus personagens. Um homem dentro da nave espacial olha encantado a estrela, enquanto um narrador diz que o sol está morrendo e que ele e sua equipe foram enviados para uma tentativa de trazê-lo de volta à vida, vital para a sobrevivência na Terra.

Dentro da nave, há uma equipe formada por oito pessoas das mais diferentes origens e experiências, um psicólogo Maori (Cliff Curtis), um capitão japonês (Hiroyuki Sanada), um físico irlandês (Cillian Murphy), uma piloto norte-americana (Rose Byrne) e uma botânica chinesa (Michelle Yeoh, de “Memórias de uma gueixa”).

Além de reativar o sol, a tripulação deve descobrir o que houve com Ícaro I, a nave que tinha a mesma missão deles, mas foi perdida no meio da jornada.

O filme deixa claro que Boyle e o seu roterista (Alex Garland - autor de “A praia”, com Leonardo Di Caprio) busca algo bem maior do que explorar os clichés comuns ao gênero de ficção científica. Tentam combinar explosões e correrias, com questionamentos filosóficos, mas precisamente metafísicos, o que dá densidade ao filme.

Uma semelhança com “2001″ é que a bordo da nave, também está o computador Ícaro, que com sua voz doce e feminina que parece uma descendente de Hal.

O roteiro começa a ficar confuso na sua parte final — com a introdução de um novo personagem e a soma ao gênero do terror — os efeitos visuais são ótimos, mas a trama vai ficando de lado e se torna mais um filme de perseguições e sustos.

André Carneiro importante autor brasileiro

Leia a reedição do artigo do André Carneiro.

http://www.scarium.com.br/weblog/?page_id=6

Kurt Vonnegut

Kurt Vonnegut, escritor norte-americano, faleceu no dia 11 de abril de 2007, quarta-feira, aos 84 anos. Ele usou como base, para compor as suas obras, o humor negro, a sátira e a ficção científica. Nascido em Indianápolis (Indiana) em 11 de novembro de 1922.

Um amigo do autor, Morgan Entrekin, explicou ao jornal The New York que Vonnegut morreu em conseqüência de complicações nas lesões cerebrais provocadas por uma queda.Vonnegut foi prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial depois de ter sido capturado pelos alemães, em 1945, Kurt Vonnegut relatou em uma de suas obras-primas,”Matadouro 5″ (Slaughterhouse-Five, 1969), que foi sucesso imediato, a experiência no terrível bombardeio de Dresden. Ele foi capturado durante a batalha das Ardenas. Confinado em uma galeria de Dresden que servia de matadouro na época do bombardeio aliado, foi um dos poucos sobreviventes do grupo de sete prisioneiros americanos.

Entre seus livros publicados no Brasil, que denunciam os horrores das guerras e das ditaduras, estão “Um Homem Sem Pátria”, “Destinos Piores que a Morte”, “Hocus-Pocus” e “Timequake -Tremor de Tempo”.Depois da guerra, trabalhou como jornalista em Chicago e depois retomou seus estudos universitários de antropologia. Sua tese “The Fluctuations Between Good and Evil in Simple Tales” foi rejeitada por unanimidade pela banca. Por isso não pôde obter seu diploma até 1971, quando os professores aceitaram seu livro “A cama de gato” (Cat’s Cradle) em substituição ao trabalho anterior.

Em 1947, foi para Nova York escrever para várias revistas, ao mesmo tempo em que fazia bicos para poder sobreviver. Seu primeiro romance foi “Player Piano” (1952), que descreve uma sociedade dominada pelas máquinas e na qual prevalecem as divisões entre classes sociais, tudo isso com humor e ironia, um tom que marcaria suas futuras obras de ficção.

Em 1959, publicou “The Siren of Titans”, outro romance de ficção científica que, satiricamente, fala da “igreja de Deus, a indiferença absoluta”. Quatro anos mais tarde, “A cama de gato”, obra autobiográfica que narra a história de um escritor que trabalha num livro sobre o bombardeio atômico de Hiroshima, é recebido com entusiasmo pelo público. Hoje em dia, esse livro é considerado um clássico nos estudos de literatura nos Estados Unidos.

Vonnegut continou publicando com voracidade até que, em 1969, seu “Matadouro 5″ chega aos primeiros lugares na lista dos livros mais vendidos. Sua última obra de peso, “Timequake”, foi publicada em 1997, e nos anos finais de sua vida colaborou com a revista de esquerda de Chicago “In These Times”.

Em 2003,  se declarou contra a invasão norte-americana do Iraque. Escreveu ele em tom jocoso: “Acho que nosso país, que defendeu sua Constituição em uma guerra justa, poderia ser invadido igualmente por marcianos ou ladrões de cadáveres”.

É uma perda lastimável para a literatura mundial.

Heroes, nova coqueluche da internet

Dizem que a ficção é a nossa fuga da realidade. Se for ficção científica, melhor ainda. Uma realidade que não a vivida no dia-dia, mas por outro lado possível, tão próxima de nós que muita coisa que no passado eram ficção científica hoje já se torna realidade. Mas precisamos de algo para crer que, além de importantes, somos diferentes, especiais, poderosos. Heroes, seriado exibido pela NBC, que não está passando no Brasil, tem dado o que falar, é um pouco dessa magia que nos faz fugir da realidade.

Heroes fala de pessoas comuns que passaram a ter mutações genéticas e, desta forma, adquiriram poderes. Um político que sabe voar, um garoto que não se machuca, um artista plástico que pinta o futuro em suas telas, um japonês que consegue parar o tempo e um policial que ouve os pensamentos das pessoas são alguns dos personagens da saga. Todos ainda estão descobrindo seus poderes e as dificuldades de lidar com eles. Os poderes levam a cada um deles a modificar sua vida.

A maioria das história gira em torno da cidade de Nova Iorque, e os personagens vão até ela, com o intuito “salvar o mundo”. Há cenas em Las Vegas, em Nevada e também na Índia e uma boa surpresa: no Japão. Os personagens Hiro Nakamura (Masi Oka) e Ando, ambos japoneses, conquistaram inúmeros fãs pelo mundo afora.

A série veio salvar a audiência da NBC e é chamada de “o novo Lost”. Aqui no Brasil quem está pode dentro das novidades na internet já assistiu a todos os episódios de Heroes, que estreou na rede americana em setembro do ano passado. Comunidades específicas no Orkut, entre outros sites com fóruns e espaços para downloads disponibilizam toda a saga, ou seja: gravada da TV para o computador, o melhor de tudo ainda traduzem os diálogos e transcrevem legendas em português, com a sincronia do áudio e o tempo de permanência na tela. Sem ganhar nenhum tostão por isso. Quem não tem TV a cabo ou não vai agüentar esperar um episódio por semana, pode procurar pela rede e fazer downloads.

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