Sunshine - alerta solar”, do diretor de “Trainspotting”, é um filme de ficção científica de tom filosófico, lançado nos cinemas no dia 13 de abril.

A tripulação de uma espaçonave parte para reavivar o sol. A trama tenta remeter ao clássico de Stanley Kubrick, “2001 - uma odisséia no espaço”. O longa é estrelado por Cillian Murphy, que também protagoniza outra estréia de drama político “Ventos da Liberdade”.

Dirigido por Danny Boyle (de “Trainspotting” e “Extermínio”), “Sunshine” recorre a um mito grego e se revela uma fábula moral. O nome da espaçonave em que viajam os personagens é Ícaro II, uma referência à lenda grega do rapaz que se encantou com o sol e voou para muito próximo dele, teve as asas de cera derretidas e acabou morrendo.

“Sunshine” destaca que o sol é um elemento que seduz seus personagens. Um homem dentro da nave espacial olha encantado a estrela, enquanto um narrador diz que o sol está morrendo e que ele e sua equipe foram enviados para uma tentativa de trazê-lo de volta à vida, vital para a sobrevivência na Terra.

Dentro da nave, há uma equipe formada por oito pessoas das mais diferentes origens e experiências, um psicólogo Maori (Cliff Curtis), um capitão japonês (Hiroyuki Sanada), um físico irlandês (Cillian Murphy), uma piloto norte-americana (Rose Byrne) e uma botânica chinesa (Michelle Yeoh, de “Memórias de uma gueixa”).

Além de reativar o sol, a tripulação deve descobrir o que houve com Ícaro I, a nave que tinha a mesma missão deles, mas foi perdida no meio da jornada.

O filme deixa claro que Boyle e o seu roterista (Alex Garland - autor de “A praia”, com Leonardo Di Caprio) busca algo bem maior do que explorar os clichés comuns ao gênero de ficção científica. Tentam combinar explosões e correrias, com questionamentos filosóficos, mas precisamente metafísicos, o que dá densidade ao filme.

Uma semelhança com “2001″ é que a bordo da nave, também está o computador Ícaro, que com sua voz doce e feminina que parece uma descendente de Hal.

O roteiro começa a ficar confuso na sua parte final — com a introdução de um novo personagem e a soma ao gênero do terror — os efeitos visuais são ótimos, mas a trama vai ficando de lado e se torna mais um filme de perseguições e sustos.