Universo da Scarium

Ficção Científica, Fantasia, Horror & Mistério



Resenha: A Corrida do Rinoceronte

A Corrida do Rinoceronte
Marco A. M. Bourguignon

Roberto de Sousa Causo pode ser considerado um dos mais importantes autores da atualidade de Ficção Científica e Fantasia brasileiros, seu nome extrapola as nossa fronteiras e chega na Europa e nos Estados Unidos, com os seus polêmicos artigos e a divulgação dos dois gêneros em revistas. Um dos mais importantes críticos e articulistas da FCB, autor do livro “Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950” (2003) e “A Sombra dos Homens” (2004) entre outros.

O autor nos apresenta um livro de fantasia contemporânea com um sabor especial, que nos faz ao mesmo tempo reconhecer e estranhar o nosso mundo. O romance narra a complicada adaptação de Eduardo Câmara a vida nos Estados Unidos, onde foi trabalhar em uma empresa de software. Ele é considerado negro nos Estados Unidos, apesar de no Brasil passar por mulato e ter certa hierarquização na pirâmide social brasileira, e é maltratado pela maioria das pessoas da pequena cidade de South River, na Califórnia. Antes mesmo de conhecer a “hospitalidade” do local, ele compra um “carro dos sonhos”, o Chevrolet Camaro z/28 1969 – um veículo turbinado que participava dos “rachas” nas redondezas. Em seguida, conhece Jennifer Adams, uma oficial de polícia, loura, e fica atraído pela beleza dela. A oficial é a responsável pelo controle das corridas de rua.

Um grande problema na cidade é o tráfico de drogas, ampliado pelo pessoal de outras regiões que participa das corridas ilegais. Mas as coisas ficam realmente estranhas quando Eduardo começa a ver um misterioso rinoceronte-fantasma que não é notado por mais ninguém.

É nesse emaranhado de situações, somado a outros eventos que vão sucedendo que a personagem deve resolver, é que o autor vai habilmente traçando sua obra..

“A Corrida do Rinoceronte” é um excelente livro, leitura obrigatória para quem gosta de um bom romance, onde o realismo mistura com o fantástico para criticar a nossa sociedade contemporânea. Ler Roberto Causo é muito mais do que ler um ótimo romance, é refletir sobre a nossa vida e o nosso mundo.

A Corrida do Rinoceronte
Roberto de Sousa Causo
Devir Livraria, 2006
Fantasia Contemporânea

Scarium 19 é Scarium Pulp

Estamos de volta com mais uma edição da Scarium. A edição 19 é uma homenagem aos antigos pulps de ficção científica. Há muito eu desejava fazer uma edição com somente contos de aventura e ação, uma edição voltada para a FC e o talento do Gabriel Boz deu a feição e o corpo deste número. A capa ficou a cargo de Emir Ribeiro, o autor da Velta.

Finalmente, nesta edição o resultado do III Concurso de Contos da Scarium. Primeiramente divulgado na edição impressa e no futuro colocaremos on line.

Leia mais no nosso Editorial Blog .

Edição de abril/maio/junho de 2007 - SCARIUM 19 - “Scarium Pulp”

Editorial

Balaio da Scarium (Gabriel Boz)
Notícias do mundo da Ficção Científica, do horror, da fantasia e do mundo fantástico, lançamentos, resenhas, livros e projetos futuros. Coluna escrita pelo Gabriel Boz.

Cartas (Opinião de nossos leitores)

A Esfinge
Edgar Alan Poe - Trad. Gabriel Boz Batalhas na Memória
Roberto de Sousa Causo

Terror no Planeta dos Canibais
Carlos Orsi

A Besta do Planeta Gernsback 5
Max Z. Egon

Lentidão
Ana Cristina Rodrigues

O Planetóide Pirata
Charles Dias

Artigos
Balaio da Scarium
Gabriel Boz

Ficção Científica Popular, uma visão sobre FC Pulp
Ana Cristina Rodrigues e Alexander Lancaster

Resenha de “A Mão que Cria”
Octávio Aragão

Fullmetal Alchemist
Cesar Silva

Concurso:
Resultado do III Concurso de Contos da Scarium

Adquira já o seu exemplar clique aqui.

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A Caverna de Cristais - Aliança dos Povos

Idea Editora lança segundo volume

de A Caverna de Cristais

Aliança dos Povos

Aliança dos Povos, livro de Helena Gomes, investe em trama de ação e aventura

Aliança dos Povos, segundo volume da saga A Caverna de Cristais, é o novo livro da escritora e jornalista Helena Gomes no gênero Fantasia. O lançamento, da Idea Editora, conta a história do jovem arqueiro Thomas, que deixa seu mundo medieval, Britanya, para encontrar aliados em sua luta contra os temidos nergals. A trama é direcionada a leitores que não perdem uma boa mistura de ação, suspense, mistério, humor e muita aventura.

Em São Paulo, a tarde de autógrafos será no dia 28 de abril, às 16h, na Livraria Saraiva, do Shopping Eldorado. Em Santos, cidade natal da autora, a noite de autógrafos acontece no dia seguinte, 29, às 18h30, na Realejo Livros, no Gonzaga.

“Fantasia é um gênero de que gosto muito como leitora”, explica Helena, que também é autora O Arqueiro e a Feiticeira (primeiro volume da saga), publicado em 2003 pela Devir. “Este gênero faz parte da Literatura Fantástica, uma área aberta a inúmeras possibilidades criativas, desde elementos mágicos até mundos imaginários e totalmente irreais”.

A autora também escreveu Lobo Alpha, lançado pela Editora Rocco no ano passado, uma aventura que usa texto e HQ para contar a história das criaturas, seres humanos com poderes de mutação em animais. A seqüência deste livro, Código Criatura, será lançada em breve pela Rocco.

Outro trabalho inédito é o primeiro livro infantil da autora, Nanquim, que será publicado no próximo ano pela Editora Paulinas. Em 1997, Helena, em co-autoria com a jornalista Viviane Pereira e o pesquisador Laire José Giraud, produziu o livro de não-ficção Memórias da Hotelaria Santista, um resgate histórico a partir de fotos antigas e cartões-postais raros.

Saraiva Mega Store (Shopping Eldorado)

Av. Rebouças, 3.970 – 1º Piso – Pinheiros

São Paulo – SP

Tel: (11) 3819-5999/5164 – 3812-5222

Realejo Livros

Av. Marechal Deodoro, 2 – Gonzaga

Santos – SP

Tel: (13) 3289-4935

Sites:

www.acavernadecristais.com.br

www.ideaeditora.com.br

www.loboalpha.com.br

www.rocco.com.br

Comunidades no Orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1531605

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1522670

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7541669

Colóquio Rumos Literatura 2007-2008

O Centro Cultural Justiça Federal, parceiro do Itaú Cultural no Rio de Janeiro,
sedía evento para debater a PRODUÇÃO e CRÍTICA LITERÁRIA BRASILEIRA.

LOCAL: Av. Rio Branco, 241 - metrô Cinelândia, saída Pedro Lessa.
DIAS: 23 e 24 de abril [segunda e terça]
HORA: mesas às 18h e 20h. Confira abaixo a programação.
entrada franca - não há necessidade de reservas antecipadas.

A produção da literatura e da crítica literária contemporâneas no Brasil são as personagens principais da série nacional de Colóquios Rumos Literatura, edição Rio, com curadoria da jornalista Paula Barcellos.

A série de colóquios faz parte do programa de seleção e premiação de talentos Rumos Literatura 2007-2008, que nesta edição seleciona e premia projetos de reflexão da literatura e da crítica brasileiras produzidas a partir dos anos 80. Informações sobre o edital Rumos Literatura: www.itaucultural.org.br/rumos2007

PROGRAMAÇÃO COLÓQUIO RUMOS LITERATURA

Centro Cultural Justiça Federal - Av. Rio Branco, 241 / metrô Cinelândia [saída Pedro Lessa]

23.04 – Segunda-feira
18h
A crítica literária como criação artística
Encontro que vai discutir o limite entre a reflexão literária e a produção de uma nova obra e se ao fazer a releitura de determinada obra o crítico-escritor ou escritor-crítico não acaba fazendo uma nova criação

Com Antonio Fernando Borges, Alberto Mussa e Lourival Holanda

Mediação: Renato Cordeiro Gomes

20h
Os valores da literatura e a contemporaneidade

Três importantes nomes da crítica e da literatura contemporânea discutem o papel e a relevância do universo literário na sociedade. A forte interferência da tentativa de captar uma realidade na literatura também estará em debate.

Com Miguel Sanches Neto, Silviano Santiago e Vera Lucia Follain de Figueiredo

Mediação: Maria Esther Maciel.

24.04 – Terça-feira
18h
Importância da crítica na ficção contemporânea

A relação entre críticos e escritores: como uma boa crítica reflete na obra do autor. Uma análise da crítica literária produzida nos jornais, na academia e pelos próprios escritores.

Com Beatriz Resende, Flávio Carneiro e Marcelo Moutinho

Mediação: Paula Barcellos

20h
Cânones da Literatura Brasileira

Questão polêmica na literatura universal, os participantes desta mesa discutem até que ponto a instituição do cânone não inibe novas reflexões acadêmicas e qual o papel do cânone na produção da crítica e da literatura contemporânea?

Com Alcides Cardoso dos Santos, Moacyr Scliar e Leda Tenório da Motta

Mediação: Marco Lucchesi

Lançamento: Filme de FC em tom filosófico

Sunshine - alerta solar”, do diretor de “Trainspotting”, é um filme de ficção científica de tom filosófico, lançado nos cinemas no dia 13 de abril.

A tripulação de uma espaçonave parte para reavivar o sol. A trama tenta remeter ao clássico de Stanley Kubrick, “2001 - uma odisséia no espaço”. O longa é estrelado por Cillian Murphy, que também protagoniza outra estréia de drama político “Ventos da Liberdade”.

Dirigido por Danny Boyle (de “Trainspotting” e “Extermínio”), “Sunshine” recorre a um mito grego e se revela uma fábula moral. O nome da espaçonave em que viajam os personagens é Ícaro II, uma referência à lenda grega do rapaz que se encantou com o sol e voou para muito próximo dele, teve as asas de cera derretidas e acabou morrendo.

“Sunshine” destaca que o sol é um elemento que seduz seus personagens. Um homem dentro da nave espacial olha encantado a estrela, enquanto um narrador diz que o sol está morrendo e que ele e sua equipe foram enviados para uma tentativa de trazê-lo de volta à vida, vital para a sobrevivência na Terra.

Dentro da nave, há uma equipe formada por oito pessoas das mais diferentes origens e experiências, um psicólogo Maori (Cliff Curtis), um capitão japonês (Hiroyuki Sanada), um físico irlandês (Cillian Murphy), uma piloto norte-americana (Rose Byrne) e uma botânica chinesa (Michelle Yeoh, de “Memórias de uma gueixa”).

Além de reativar o sol, a tripulação deve descobrir o que houve com Ícaro I, a nave que tinha a mesma missão deles, mas foi perdida no meio da jornada.

O filme deixa claro que Boyle e o seu roterista (Alex Garland - autor de “A praia”, com Leonardo Di Caprio) busca algo bem maior do que explorar os clichés comuns ao gênero de ficção científica. Tentam combinar explosões e correrias, com questionamentos filosóficos, mas precisamente metafísicos, o que dá densidade ao filme.

Uma semelhança com “2001″ é que a bordo da nave, também está o computador Ícaro, que com sua voz doce e feminina que parece uma descendente de Hal.

O roteiro começa a ficar confuso na sua parte final — com a introdução de um novo personagem e a soma ao gênero do terror — os efeitos visuais são ótimos, mas a trama vai ficando de lado e se torna mais um filme de perseguições e sustos.

André Carneiro importante autor brasileiro

Leia a reedição do artigo do André Carneiro.

http://www.scarium.com.br/weblog/?page_id=6

Kurt Vonnegut

Kurt Vonnegut, escritor norte-americano, faleceu no dia 11 de abril de 2007, quarta-feira, aos 84 anos. Ele usou como base, para compor as suas obras, o humor negro, a sátira e a ficção científica. Nascido em Indianápolis (Indiana) em 11 de novembro de 1922.

Um amigo do autor, Morgan Entrekin, explicou ao jornal The New York que Vonnegut morreu em conseqüência de complicações nas lesões cerebrais provocadas por uma queda.Vonnegut foi prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial depois de ter sido capturado pelos alemães, em 1945, Kurt Vonnegut relatou em uma de suas obras-primas,”Matadouro 5″ (Slaughterhouse-Five, 1969), que foi sucesso imediato, a experiência no terrível bombardeio de Dresden. Ele foi capturado durante a batalha das Ardenas. Confinado em uma galeria de Dresden que servia de matadouro na época do bombardeio aliado, foi um dos poucos sobreviventes do grupo de sete prisioneiros americanos.

Entre seus livros publicados no Brasil, que denunciam os horrores das guerras e das ditaduras, estão “Um Homem Sem Pátria”, “Destinos Piores que a Morte”, “Hocus-Pocus” e “Timequake -Tremor de Tempo”.Depois da guerra, trabalhou como jornalista em Chicago e depois retomou seus estudos universitários de antropologia. Sua tese “The Fluctuations Between Good and Evil in Simple Tales” foi rejeitada por unanimidade pela banca. Por isso não pôde obter seu diploma até 1971, quando os professores aceitaram seu livro “A cama de gato” (Cat’s Cradle) em substituição ao trabalho anterior.

Em 1947, foi para Nova York escrever para várias revistas, ao mesmo tempo em que fazia bicos para poder sobreviver. Seu primeiro romance foi “Player Piano” (1952), que descreve uma sociedade dominada pelas máquinas e na qual prevalecem as divisões entre classes sociais, tudo isso com humor e ironia, um tom que marcaria suas futuras obras de ficção.

Em 1959, publicou “The Siren of Titans”, outro romance de ficção científica que, satiricamente, fala da “igreja de Deus, a indiferença absoluta”. Quatro anos mais tarde, “A cama de gato”, obra autobiográfica que narra a história de um escritor que trabalha num livro sobre o bombardeio atômico de Hiroshima, é recebido com entusiasmo pelo público. Hoje em dia, esse livro é considerado um clássico nos estudos de literatura nos Estados Unidos.

Vonnegut continou publicando com voracidade até que, em 1969, seu “Matadouro 5″ chega aos primeiros lugares na lista dos livros mais vendidos. Sua última obra de peso, “Timequake”, foi publicada em 1997, e nos anos finais de sua vida colaborou com a revista de esquerda de Chicago “In These Times”.

Em 2003,  se declarou contra a invasão norte-americana do Iraque. Escreveu ele em tom jocoso: “Acho que nosso país, que defendeu sua Constituição em uma guerra justa, poderia ser invadido igualmente por marcianos ou ladrões de cadáveres”.

É uma perda lastimável para a literatura mundial.

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