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Gênese Vermelha: FC, Terror e filosofia mórbida

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REIS, Osíris. Treze Milênios v. 1: Gênese Vermelha. Rio de Janeiro: Corifeu, 2006. www.trezemilenios.xpg.com.br

Edgar Smaniotto - 24/04/2008

O vampiro é um dos motivos fantásticos mais recorrentes na literatura de horror, ainda assim existem amplas possibilidades para se trabalhar com este arquétipo da cultura ocidental, e por que não mundial. Diversos autores brasileiros tem se dedicado ao gênero terror nos últimos anos, em especial produzindo histórias calcadas no mito do vampiro. André Vianco é o autor de maior sucesso comercial atualmente. Boas histórias aparecem sob a pena de Giulia Moon e Martha Argel, entre diversos outros autores que buscam no gênero terror um território propício ao desenvolvimento de suas inspirações literárias.

Entre estes novos autores é possível que o goiano Osíris Reis venha a construir uma obra com elementos próprios, ainda que seu primeiro romance apresente certas limitações. Nesta resenha farei uma breve análise de seu livro Gênese Vermelha, apresentado como primeiro de uma série de sete romances que pretende contar a saga de treze milênios do envolvimento de vampiros na história humana.

O mito do vampiro está ligado diretamente ao oculto, o sobrenatural, a magia e a religião, é aquele homem segundo Louis Vax que “prolongou a sua vida para além dos limites normais ... ora o homem tem a vaga impressão de que só pode prolongar indefinidamente a sua própria vida roubando parte da vida dos outros” (A Arte e a Literatura Fantásticas).

Apesar do vampiro estar ligado a magia e ao oculto, e numa tradição mais cristã ao satanismo, alguns autores buscam dar explicações científicas para a origem dos vampiros. Este é o caso do excelente O Império do Medo de Brian Stableford e dos contos do escritor brasileiro Gerson Lodi-Ribeiro, tais como “O Caminho da Verdade: uma história do povo Verdadeiro”, “O Vampiro de Nova Holanda” e “Assessor para Assuntos Fúnebres”, os dois últimos podem ser encontrados no livro Outros Brasis, a ser resenhado por nós nesta revista futuramente.

Osíris justifica a criação e a saga histórica de seus vampiros utilizando o recurso da viagem no tempo. Eurass Brown, um cientista genial com poderes de alterar quarks e léptons a serviço da Democracia Intergaláctica (organização política, utópica, supranacional e pan-galáctica do ano 7523), é quem cria a tecnologia de viagem no tempo.

No decorrer da experiência realizada por Brown, além dos participantes involuntários da mesma voltarem no tempo, na era pré-escrítica, a nossa famosa pré-história, mudanças genéticas vão paulatinamente transformando os civilizados e éticos cidadãos da Democracia Intergaláctica em vampiros. Não vou me alongar no processo descrito por Osíris como causador da transformação genética de humanos em vampiros, deixo para o leitor explorar a plausibilidade ou não dos argumentos científicos do autor.

Um dos pontos fortes do livro é penetrarmos na psique dos personagens no momento de sua metamorfose, é bem viva e elaborada os tormentos que levam homens educados e que se consideram inclusive um novo homo, se designam Homo neurocampalis, ou seja, acima do Homo Sapiens Sapiens, serem tentados pelos desejos mais animalescos presentes em nossa genética.

Adolf Schindler, médico e telepata, é o único dos sete tripulantes a resistir aos instintos hemofágicos que acometem seus companheiros de viagem. Eurass Brown, por sua vez não tem nenhum pudor em romper todas as amarras éticas e morais que os seres humanos constituíram ao longo de sua história, escrita ou não.

A narrativa se concentra no duelo entre Schindler e Brown, ambos agora na Terra do ano 5.477 a.C., sendo que o primeiro tenta a todo o custo salvar a continuidade temporal que dará origem a sua utópica Democracia Intergaláctica, enquanto o segundo quer criar um império sob seu governo ainda nesta era pré-escrítica. Império este, a semelhança da romance Anno Dracula de Kim Newman, em que os vampiros se tornarão a casta dominante.

Os demais vampiros originais (aqueles vindos do futuro) ou transformados se alinham a um dos dois lados conforme suas necessidades momentâneas. Assim o autor pretender narrar a história da humanidade através da ação dos vampiros entre o ano 5.477 a.C., à 7.523 d.C, unindo romance histórico e ficção científica. Esta é uma proposta utilizada já pela escritora Anne Rice em sus série “Crônicas Vampirescas” e pelo autor brasileiro Ivan Jaf em “O vampiro que descobriu o Brasil”, o inovador na saga de Osíris é o embate para manter a continuidade temporal, principal preocupação de Schindler. Esta preocupação é bem mais comum em histórias de policiais temporais, como aquelas que encontramos na ontologia “Intempol: contos sobre viagens no tempo”, organizada por Octavio Aragão.

Apesar dos elementos de ficção científica e saga histórica presentes na obra, o terror é sem dúvida o foco da narrativa. Osíris usa e abusa de descrições de cenas de sexo explícito (hetero, homo e bissexual, entre outras variantes), e de cenas de estupro, espancamento e tortura, algumas delas bastante fortes, mas que certamente irá agradar aos fãs do gênero.

Na verdade é na violência gratuita e amoral exercida por vampiros e humanos, descritas com muita vivacidade pelo autor, que o romance realmente chama a atenção. Até porque são as ações daqueles humanos superiores, agora verdadeiros deuses entre os povos da pré-história, ao se verem livre das amarras sociais e éticas impostas por sua organização política e sem medo da punição da lei que revela a verdadeira natureza humana.

Como já bem salientava o filósofo Thomas Hobbes em seu Leviatã “durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de os manter a todos em respeito, eles se encontram naquela condição a que se chama guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens”. Uma interpretação possível para a saga Gênese Vermelha é justamente a de que sem a instituição da Democracia Intergaláctica, os cidadãos do futuro simplesmente retornaram ao estado natural hobbesiano.

Mas Gênese Vermelha, também tem seus pontos fracos e o principal se encontra no herói da história, Adolf Schindler, e na tentativa bizarra e totalmente dispensável de Eurass Brown em transformar o mesmo em homossexual através de uma lobotomia telepática.

É realmente irritante acompanhar a eterna choradeira de Schindler durante o romance, sempre a lastimar suas constantes derrotas e dúvidas morais. É lógico que não estamos defendendo aqui que o herói deve ser aquela figura transparente e sem dúvidas como os personagens de quadrinhos americanos, mas a sua auto piedade e sua fraqueza moral é deveras exagerada.

Os verdadeiros heróis da trama são os escravos dos vampiros, principalmente Setat, que mesmo diante de uma inferioridade imensa desafia a dinastia de Eurass, com maior dignidade e coragem que Schindler.

No geral estamos diante de uma obra que vale a pena ser lida, tanto pelo terror visceral nu e cru de Osiris, com suas descrições de cenas de tortura e sexo por vezes chocantes e perturbadoras, quanto pela mistura que faz entre terror, ficção científica e filosofia mórbida. Boa leitura!


Edgar Indalecio Smaniotto é filósofo, mestre em Ciências Sociais e resenhista das revistas Scarium Magazine (http://www.scarium.com.br/) e macroCOSMO.com (http://www.revistamacrocosmo.com/). Contato: edgarsmaniotto@gmail.com


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