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Uma
das afirmações filosóficas de Einstein se revela, hoje, de fundamental
importância: em épocas complexas, como a que tivemos nestes tempos
modernos, a imaginação é mais importante que o conhecimento.
Nesse
sentido, apesar das afirmações em contrário de alguns pensadores e
historiadores, quase toda a aventura humana ao longo dos tempos e em
qualquer âmbito que se olhe – científico, religioso ou político -
está, de alguma forma, envolvida com o pensamento utópico. A(s)
utopia(s) traçaria(m), então, o perfil do futuro. Bernard Lown, Prêmio
Nobel da Paz de 1985, afirmou: "... só aqueles que vêem o
invisível podem realizar o impossível...".
Fernando
Aínsa, um escritor e pensador uruguaio, autor de diversos livros
relacionados com a utopia (Los buscadores de la utopia, 1977; Necesidad
de la utopia, 1990; La reconstrucción de la utopia, 1999),
escreve em seu artigo "As utopias morreram, viva a utopia!", em
1991, que o projeto utópico significa uma esperança para o futuro... e
embora não deva se constituir num programa de ação, pode se converter, por
intermédio da ficção (grifo meu) em fonte de conhecimento.
A
maioria das utopias estimula a reflexão crítica sobre uma determinada
época: seu projeto imaginário, seu ideal, é sempre concebido em
função dos valores dominantes na sociedade do autor. A idéia básica da
maioria das utopias é a de criticar o presente pensando em como mudar o
futuro (Cioran, 1960).
A
utopia traduz a esperança. A utopia se manifesta pela invenção de um
outro mundo, re-elabora a imagem mítica dos reinos da abundância, do bem
estar, físico e espiritual, da ordem e da organização, tenta elaborar
um novo futuro, propondo modelos de sociedades alternativas, comunitárias
muitas vezes, sem os vícios daquelas reais, ou mesmo propondo plataformas
de ação política em cidades ideais, ou ilhas paradisíacas. Para alguns
utopistas, trata-se de re-estabelecer o homem na sua integridade e em
perfeita harmonia com a natureza. De forma paradigmática isso aparece
numa utopia do século XVIII, Basiliada, de Morelly, escrita em
1753 na linha das "utopias insulares", onde não há mais
propriedade, política, matrimônio, privilégios e, até mesmo, leis, e
em pleno século XX, com a obra Os despossuídos. Uma utopia ambígua,
de Ursula K. Le Guin, de 1974, onde se estabelece o princípio de
liberdade integral, mesmo que de forma ambígua, colocando terror e
esperança, lado a lado.
Em
um de meus ensaios anteriores, fiz uma relação possível entre as
utopias e a ficção científica através do tema da viagem(ns) no tempo e
o encontro de outros mundos (Marques, 2002a). Como chamei a atenção
naquele ensaio, a descrição fantástica de novos mundos e sociedades e
os relatos de viagem constituem um tema comum às utopias e à ficção
científica. Estas "viagens no tempo", tão características das
histórias de ficção científica, se interpenetrariam com os relatos de
viagem e descrição de novas sociedades, típico das utopias clássicas,
constituindo, de uma certa maneira, as primeiras histórias de ficção
científica, ainda quando esta não existia como tal. As primeiras
histórias de ficção científica começam com a descrição de mundos
utópicos, ainda na Renascença. Não é gratuito que alguns autores
classificam essas histórias numa categoria, apenas didática, da
proto-história da ficção científica. Relacionei naquele ensaio,
várias das utopias clássicas e histórias de ficção científica.
Graças
a esses utopistas "históricos" podemos dizer hoje, sem nenhuma
dúvida, que inúmeras das exigências ou reivindicações utópicas
levaram a avanços sociais, inegavelmente. Por exemplo, a igualdade entre
os sexos, a organização social e do trabalho, a medicina preventiva e o
lazer construtivo (ou mesmo como ócio criador, colocado por um autor
contemporâneo, Domenico de Masi, em pleno século XXI). Tudo isso, de uma
certa maneira, deve ser creditado a Morus, Campanella, Rabelais e tantos
outros, se incluirmos as questões acerca do meio ambiente, energias
alternativas, tecnologias de ponta, planificação social e urbana, etc.,
etc.
Por
outro lado, estas mesmas questões podem levar às formulações altamente
negativas, distópicas, projetando um futuro sombrio, assustador e
ameaçador, longe da esperança e perfeição esperada de uma utopia.
Chamei a atenção naquele e num ensaio seguinte (Marques, 2002b) sobre as
grandes distopias deste século, escritas por autores os mais diversos,
como Zamiatin, Huxley, Orwell, Bradbury, Clarke, Lem, Miller, Pohl, entre
tantos outros.
Seja
utópica ou distópica, de qualquer modo, "... confrontada ou não
com a realidade, a função utópica, a "fascinação do
impossível", surge como um dos motores da história da humanidade. A
utopia dimensiona a esperança que impulsiona o homem a atuar...". É
o que escrevia Aínsa, naquele ensaio de 1991. Tillich (1976) é ainda
mais categórico "... onde não existe uma utopia que abra
possibilidades, encontramo-nos num presente estancado, estéril... (...)
... pois o presente só está plenamente vivo na tensão entre o passado e
o futuro...".
Naquele
segundo ensaio de 2002, quando falei das utopias e da ficção
científica, chamei a atenção para os temas fundamentais da ficção
científica utópica (e/ou distópica): o desenvolvimento científico e
tecnológico, a relação com as máquinas, as catástrofes bélicas, ou
não, neste caso, quase sempre ambientais, revelando uma das questões
centrais das histórias, que é a da possibilidade de descontrole
tecnológico. O ensaísta soviético Vsevolod Revitch (1991), autor de
algumas obras sobre utopia e a fantasia na literatura de ficção, em seu
artigo "Algum dia, o paraíso...", afirma que os utopistas, como
romancistas do futuro, costumam dar a suas mensagens uma forma de ficção
semi-política, semi-fantástica. O que significa que os limites entre
utopia "pura" e ficção científica tendem, cada vez mais, a
desfazer-se.
Esta
questão, de qualquer modo, será sempre controversa. Mesmo que utilizemos
uma definição de utopia recente, como a de Darko Suvin (1976), comentada
por Sargent (1979) – utopia é a construção verbal de uma comunidade
particular quase-humana, onde instituições sócio-políticas, normas e
relações individuais, são organizadas de acordo com um princípio mais
perfeito do que a da comunidade do autor – sempre faltará alguma coisa
mais precisa, ou algum aspecto não delineado, ou mesmo alguma coisa mais
consistente com uma sociedade e/ou estado imaginário. Principalmente em
se tratando de histórias curtas, como freqüentemente acontece na
ficção científica.
Estas
histórias, pelo seu tamanho, dificultam a análise da própria sociedade
alternativa sugerida por ela. Isso porque, cada utopia deveria descrever
de forma razoavelmente completa uma sociedade imaginária. O que não
acontece de forma freqüente no gênero ficção científica. Ainda mais
que as mudanças apresentadas nas histórias de ficção científica,
envolvem muito freqüentemente alterações de tecnologia, mas apenas
sugere, isso quando o faz, que estas implicariam em alterações sociais.
O exemplo que Sargent dá, emblemático por si, é a história de Bob Shaw,
One million tomorrows, de 1970. Aqui é apresentado um mundo onde
os homens se tornam imortais apenas tornando-se impotentes, diferentemente
das mulheres que podem se tornar imortais, mas mantendo a sua vida sexual
normal. Não há mais nenhuma descrição e/ou explicitação das
mudanças sócias decorrentes destas alterações possíveis ou menção
de conexão direta com as relações sexuais. Segundo Sargent, ela é
claramente uma utopia, mas não há detalhes sociais suficientes para se
dizer alguma coisa mais sobre a sociedade assim criada.
Desde
os anos 40 do século passado há uma considerável discussão a respeito
das relações entre utopia e ficção científica. Antes disso,
praticamente não há menção sequer desta possibilidade. Pode-se dizer
hoje, com certeza, que a história ou novela utópica faz parte do
universo da ficção científica, praticamente constituindo um sub-tipo ou
sub-gênero (Sargent, 1972). Apesar de que há, ainda, muita discussão a
respeito (Ketterer, 1973; Philmus, 1973; Suvin, 1973; Trousson, 1998 &
2003).
Não
é nosso objetivo, obviamente, entrar, resolver, ou participar dessa
discussão. Mesmo por que, dificilmente ela será resolvida de forma
definitiva. Apenas para cumprir nosso objetivo, de ampliar o levantamento
de referências envolvendo ficção científica e utopia, assumimos que
uma utopia deve conter uma descrição detalhada de um sistema social não
existente, mas localizado no tempo e no espaço. Isto pode ser
fornecido apenas como um cenário, como em muitas das obras correntes de
ficção científica, ou pode ser o foco central do trabalho utópico,
como no caso da trilogia Fundação, do Isaac Asimov.
Continuando
a linha desenvolvida naqueles dois ensaios anteriores (Marques, 2002a
& b), apresento, em seguida, uma listagem de outras obras de caráter
utópico, que têm alguma relação com a ficção científica (seja ela
maior, ou menor). Algumas delas, apesar de estritamente não serem
ficção científica, ou mesmo pertencerem ao gênero, ocorrem num
cenário típico de ficção científica (planetas, estrelas, etc.), o que
nos autoriza a colocá-las aqui, pelo menos como curiosidade. Das obras de
ficção científica, selecionamos aquelas que, pelo menos sob o nosso
ponto de vista e de outros autores que serviram de fontes primárias,
tivessem genuinamente um caráter utópico. Como fontes primárias de
pesquisa e consulta utilizamos os trabalhos de Negley (1977), Sargent
(1979), Clute e Nichols (1995) e Baccolini e Moylan (2003) e até mesmo o
"site" da Amazon.com (http://www.amazon.com).
Para se ter uma idéia da atualidade e da preocupação contemporânea com
as utopias (e mesmo com a ficção científica) a consulta eletrônica
pelos unitermos "utopia", "distopia" e "eutopia"
trouxe 18.883, 41 e 113 referências para cada um deles, respectivamente.
Se estes são associados com o unitermo "science fiction",
obtêm-se, respectivamente, 12.297, 34 e 94 resultados positivos (em junho
de 2004).
É
claro que há muitas informações redundantes nesse universo de
resultados, o que exigiria uma "filtragem" mais elaborada para
se ter a real dimensão do campo, ou mesmo o significado preciso das
informações obtidas. Mas, mesmo o dato bruto, como apresentado, serve
claramente para demonstrar a atualidade do tema e a sua permanência como
uma preocupação real dos pensadores contemporâneos. É importante dizer
também, que este levantamento bibliográfico tem, já de início, um
viés difícil de superar, em razão das fontes primárias utilizadas, que
é o da presença maciça de obras escritas na língua inglesa,
representando primordialmente a produção literária do mundo
anglo-saxão. De qualquer modo, para que um trabalho como este fosse mais
completo e abrangente, seria necessário o acesso a outras fontes
primárias, às quais o autor ainda não teve, que tratam de universos
bibliográficos de outras origens e línguas. Para isto, quando for a
ocasião e se fizer a oportunidade, lembro, por exemplo, de algumas
referências importantes: Yershov (1954), Dubos (1961), Messac (1962),
Adams (1962), Suvin (1971), Cioranescu (1972), Versins (1972), Herp
(1973), Sadoul (1973), Trousson (1975), Meireles (1976), Suvin (1976),
Fontana (1981), Goimard e Aziza (1986/1987), Wu e Murphy (1989), Holstein
e Morais (1993), Sadoul (2000/2001), Takayuki et al. (2002) e
Beresnevicius (2004).
Neste
primeiro artigo apresentamos as obras, até o início do século XX, que
consideramos preencher os requisitos explicitados anteriormente. É
importante frisar que trabalhos de levantamento bibliográfico, por mais
amplos que eles sejam, o que, obviamente, não é o nosso caso, sempre
deixarão obra(s) de fora. Pedimos a compreensão do leitor para as
possíveis falhas que iremos cometer. Mas, mais do que isto, gostaríamos
de ter a colaboração dos leitores para o preenchimento das lacunas que
porventura existirem.
Bibliografia
Adams,
Percy G. 1962. Travellers and travel liars 1660-1800. Berkeley:
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___________________________________________________
Lista
cronológica de literatura utópica com viés de ficção científica, do
Século XVI até o início do Século XX (data sublinhada indica a
existência da obra em português)
Século
XVI
1516 .
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festivus de optimo reip[ublicae] statu, deq[eu] noua Insula Utopia. [Louvain]:
Arte Theodorice Martini. O trabalho clássico conhecido como A Utopia,
que iniciou todo um sub-gênero literário (em português, Utopia,
São Paulo: Martins Fontes, 1999).
Século
XVII
1602
(1623) . Campanella, Tommaso. Politicae
civitas, solis idea reipublicae philosophocae. (La citá del
sole). Frankfurt: ?, 1623, como apêndice à parte 4 de Realis
philosophiae epilogriticae. Utopia clássica, com toda uma nova
organização social, representada na organização da cidade (em
português, A cidade do sol, Lisboa: Guimarães & Cia,
coleção Ensaios Filosofia, 1980).
1605.
Arthus, Thomas. L´Isle des hermaphrodites Nouvellement decouvertes.
Primeira edição sem data ou local de publicação. Brussels: Heirs of
Herman Demon, 1724. Sátira à corte de Henrique III, com aspectos
sexuais bastante avançados para a época.
1619.
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christianopolitanae descriptio. Strasbourg: Héritier de L. Zetzner.
Comunidade ideal, cristã, na ilha de Capharsalama.
1638.
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ao Sylva sylvarium, ou A Natural History. In ten centuries.
London: J. H. for W. Lee (em português, A nova Atlântida, São
Paulo: Abril Cultural, Coleção Os Pensadores, 1984, 3a.
ed.). Eutopia cristã, com ênfase no sistema familiar tradicional, com
fundamentos científicos.
1634.
Kepler, Johannes. Somnium, sive Astronomia Lunari, ou Dream or
Astronomy of the Moon. Escrito em 1609 e publicado postumamente em
1634. Frankfurt: M. Ludovico Kepler (filho). Viagem à Lua e encontro
com os selenitas, os seus habitantes.
1638.
[Godwin, Francis]. The man in the Moone, ou A discourse of a
voyage thither, by Domingo Gonsales (pseud.). London: Printed
by John Norton. Eutopia, passando na Lua, onde a terra fornece tudo,
mesmo sem o trabalho.
1657-1662.
Bergerac, Cyrano de. Histoire comique, par Monsieur de Cyrano de
Bergerac. Contenant les États et Empires de la Lune. Paris: C.
de Servy. Obra publicada postumamente, com cortes. A edição
integral só foi publicada em 1921, com o título L’autre mond
ou les États et Empires de la Lune. (em português, O
outro mundo, Lisboa: Panorama, s.d.p.; Viagem cômica na Lua,
São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1939; Viagem aos impérios do
Sol e da Lua, São Paulo: Clube do Livro, 1955; O outro mundo
(Os estados e os impérios do Sol e da Lua), Lisboa: Estampa,
1975}. Viagens espaciais, a outros mundos e sociedades.
1660.
New Atlantis. Begun by the Lord Verulam, Viscount St. Albans: and
continued by R. H. Esquire. Wherein in set forth a platform of
Monarchical government. With a pleasant intermixture of diverse rare
inventions, and wholsom customs, fit to be introduced into all kingdoms,
states, and commom-wealths. London: Printed for John Crooke.
Monarquia, onde religião e educação são enfatizadas.
Século
XVIII
1726 .
[Swift, Jonathan]. Travels into several remote nations of the world. In
four parts, by Lemuel Gulliver (pseud.). London: Printed for Beng.
Motte (em português, Viagens de Gulliver, São Paulo:
Círculo do Livro, s.d.p.). Base de todo um sub-gênero das utopias onde
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Lambert M., 1752 (em português, Micromegas, São Paulo:
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gigante, que visita diversos planetas de nosso sistema solar, viajando num
raio de luz do Sol e onde se discute o absurdo das guerras, dos mundos
infinitamente pequenos e infinitamente grandes.
1755.
A voyage to the world in the center of the Earth. Giving an account of
the manners, customs, laws, government and religion of the inhabitants.
Their persons and habits described: With several other particulars. In
which is introduced, the history of an inhabitant of the air, written by
himself. With some account of the planetary words. London: Printed for
S. Crowder and H. Woodgate. Sociedade racional e vegetariana.
1763.
The reign of George VI 1900-1925. London: Printed for W. Nicholl.
Monarquia baseada na arte e na literatura.
1764-1765.
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the Island of Noibla. Its inhabitants, religious and political customs,
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Uma das primeiras obras de antecipação modernas, mas bastante
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1781.
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volant, ou Le Dédale français. Paris: Veuve Duchesne. Estado
utópico baseado em princípios de filosofia natural e progresso
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1787
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d’Edouard et d’Elisabeth Qui passèrent quatre-vingt-un ans chez les
Mégamicres, habitants aborigènes du Protocosme dans l’intérieur de
notre globe, traduite de lánglais par Jacques Casanova de Seingalt,
Vénitien. Praga: Ecole Normale Obra redescoberta já no começo do
Século XX, contando as aventuras do casal na sociedade formada no
interior do centro da Terra.
1793.
Aratus (pseud.). A Voyage to the Moon; Strongly recommended to all
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comentando a Inglaterra da época.
1793.
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London: G. G. & J. Robinson. Utopia otimista onde a tecnologia aumenta
produção de bens, as pessoas vivem de forma racional, sem leis e
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1794.
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aumenta a produção.
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return to earth. What he saw and heard on Mars. With vivid and thrilling
descriptions of its majestic scenery; Its mountains; Its mines; Its
valleys, rivers, lakes, and seas; Its people, temples of learning,
worship, religion, music, manners, customs, laws; Its highly cultivated
and productive lands, together with its beautiful parks, and its
delightful paradise. Being a work full of diamonds, of tought, and of
absorbing interest. A thrilling poem, in beautiful prose (por
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1895.
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Colônia fundada na África, a República do Dinheiro, baseada na
divisão igual da riqueza entre todos os trabalhadores.
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New York: F. Tennyson Neely (reedição: New York: Arno Press e The
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onde não há vida rural e nem familiar.
1899.
Wells, H. G. When the sleeper wakes. London: Harper & Bros.
Distopia arquetípica de Wells, com divisão de classes (na edição de
1910, mudou-se o nome para The sleeper wakes).
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Edson, Milan C. Solaris farm. A story of the twentieth century.
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uma eutopia futura.
1900.
Harney, Gilbert Lane. Philoland. New York: F. Tennyson Neely.
Eutopia detalhada que ocorre no centro da terra, apresentando aspectos
tecnológicos e uma cooperação econômica.
1900.
McMartin, Donald. A leap into the future, ou How things will
be. A romance of the year 2000. Albany, New York: Weed, Parsons.
Apresenta várias reformas (na capa está escrito que é uma seqüência
do Looking Backward).
Publicado
originalmente no “Notícias... do Fim do Nada”,
no. 62, julho/setembro 2004”
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