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Tibor Moricz

>> Entrevistas da Scarium

Tibor Moricz autor do livro "Sindrome do Cérebro" um romance de perspectiva psicológica e viagem no tempo, que está lançando em dezembro o seu novo livro "Fome", nos concedeu esta pequena entrevista, onde fala do seu livro de sucesso e o seu novo livro.

Marco Bourguignon - 10/11/2008

Foto Divulgação

Scarium - O que o levou a se enveredar na arte da escrita?

Escrevo desde a adolescência. Fui um entusiástico batucador de Olivettis. De início eu não pensava em literatura, mas apenas na diversão de criar histórias. Só fui levar mesmo a sério esse talento mais recentemente, poucos anos atrás.

Scarium - Por que escrever Ficção Científica?

Sei lá (risos). Nunca antes escrevi nada de FC. Sempre fui um escritor de histórias realistas. Mistério, terror e policial às vezes. A FC entrou na minha vida meio que por acaso. Do jeito que entrou, pode sair. Sou bastante eclético e não me considero autor de um gênero só.

Scarium - Fale um pouco sobre o livro "Síndrome do Cérebro" e o que o levou a ser um sucesso de crítica.

Síndrome nasceu durante uma caminhada, de casa ao trabalho. Não pensei nele como um livro de FC. Tinha para mim que os aspectos psicológicos existentes numa relação interrompida entre pai e filho eram assunto muito interessante. O argumento de viagem no tempo surgiu durante um brain storm e eu o abracei com força, porque me dava o artifício necessário para sustentar a trama. Recusei o rótulo de FC durante bastante tempo. A viagem no tempo era apenas um pano de fundo, um mecanismo que dava ao romance a força dramática que eu pretendia. Síndrome é bastante elogiado pelos que o leram, embora tenha problemas que eu pretendo corrigir numa segunda edição ou num próximo relançamento. O livro é muito bom para ficar restrito a poucos leitores.

Scarium - E sobre o novo livro que está sendo lançado, "Fome", que antes mesmo de ter saído nas livrarias já recebeu críticas positivas adiantadas?

Fome nasceu num ímpeto. Escrevi o conto “O caçador” e ele me perturbou muito. Ia de encontro aos meus conceitos morais. Violentava meus princípios éticos. Mas ao terminar, vi que não podia parar ali. Precisava continuar. Fui então construindo um a um dos demais contos, todos eles entrelaçados dentro do mesmo cenário de destruição e imoralidade. Levei pouco mais de uma semana para escrevê-los todos. Foi uma febre. Fui arrebatado para dentro da trama e saí dela ferido, mas satisfeito. Fome é mesmo aquele tipo de livro que o leitor vai amar ou odiar. Sem meios termos. Abordo tabus sem utilizar disfarces, menosprezo dogmas religiosos, destruo conceitos morais. Fome pode ser considerado FC por abordar um futuro pós-apocalíptico, mas também é realista. Fome é capaz de dialogar com leitores de todos os gêneros.


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