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Este
livro traça a trajetória da produção e da crítica a literatura de
ficção científica no Brasil, de meados do século XIX até hoje. O objetivo
é investigar o processo de marginalização do gênero na perspectiva da
constituição dos cânones da literatura brasileira, divididos, de uma
maneira genérica, em duas vertentes: a erudita, que legitima a
intelectualidade nacional relacionando-a à alta cultura européia; e a
popular, mediada pela mesma elite intelectual, na qual os mitos da brasilidade
são afirmados ideologicamente. A análise dos discursos críticos sobre a
ficção científica revela esta dualidade, além de alguns dos valores,
pressupostos e práticas discursivas que regulam o processo de estabelecimento
do cânone no Brasil. A problematização destes parâmetros é uma das chaves
para compreender a não-assimilação do gênero pelo cânone oficial que
constrói politicamente a idéia de "Literatura Brasileira".
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