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Biopanzer
Josiel Vieira

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Formato: PDF
Tamanho: 510kb
© Scarium Ebook 2002
Idioma: português
 

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Sobre a novela:

     

 

 

Josiel Vieira vai até o futuro, não um futuro distante, mas um futuro cada vez mais próximo da nossa realidade, talvez tão próximo que esteja dentro de nós, um mergulho profundo na nossa consciência. Sua narrativa fala da nossa vida. 

A novela Biopanzer é uma poesia moldada no concreto do cotidiano. O sofrimento, a cidade, a luta e a filosofia do mundo visto sobre o olhar de uma menina, uma motogirl do futuro. Uma menina com uma armadura tão forte como um tanque alemão. Uma armadura biológica endurecida pela vida para enfrentar a diversidade do sofrimento.

Josiel Vieira fala do lado humano, pode ser considerado como um humanista, vai a fundo no sofrimento e capta todas as formas emocionais dos personagens. O mundo é cheio de conflitos e de interesses diversos moldados na angustia da vida, por outro lado os personagens são de sentimentos. Usa a ficção científica para criar e moldar ambientes, onde moverão as peças de suas cartas de tarô. Não espere naves espaciais, robôs, andróides, mundo desconhecidos, mas literatura. O mundo de Josiel é o nosso, um olhar para dentro de nós, para cada um de nós.

As "metáforas" são o grande forte da presente novela que estamos disponibilizando para que todos conheçam a obra desse artista. Veja o que ele tem a nos dizer:

"Os meus textos possuem várias leituras possíveis e várias sobreposições de signos (no sentido semiótico da palavra); algumas vezes isso é feito de maneira deliberada, outras vezes não. São labirintos de janelas fechadas e abertas. Cada um tem seu "make off " próprio, apesar de haver uma espécie de intersecção estética em todos eles.

Maria Biopanzer, é assim; de tanto sofrer acabou criando uma blindagem metafórica ao redor do seu coração. Desde a infância ela sofre, na medida em que ela foi fruto de uma gravidez não-desejada pelos seus pais, que se separaram, logo depois que Maria Biopanzer nasceu. O fato dos pais lhe passarem na cara que não queriam concebê-la, que era melhor ter usado um método anticoncepcional, etc, a torna uma cristã xiita, completamente avessa ao controle de natalidade. E tanto mais gosta de sua posição porque o cristianismo está em decadência, completamente fora de moda.

No outro oposto está Ravena, jovem artista plástica de 20 anos que é o oposto de Maria Biopanzer: Ravena sofre de hipersensibilidade; tudo toca sua alma sensível e criadora, muito embora ela disfarce isso muito bem criando releituras dos personagens do Snoopy. Apesar de se declarar cristã, Maria Biopanzer é no fundo uma cética que não acredita em nada e também não sente nada. Mas, de repente, as blindagens de seu coração começam a ser derretidas por Ravena. Ravena, por sua vez, esconde em seu semblante de boa menina uma alma atormentada, cuja arte nasce diretamente do seu sofrimento— que, a bem da verdade, é uma mistura de agonia e suprema bem-aventurança, como a escultura de Bernini "A Visão de Santa Teresa" -— e carece da rudeza e do senso prático de Maria Biopanzer. As duas formam uma espécie de Ouroboros, a cobra que morde o próprio rabo, pois uma é o estágio seguinte da outra.

Biopanzer corresponde ao arcano 12 (o Enforcado, que é o destino que nos prende pelos pés e do qual não podemos escapar). Jonas Dark corresponde ao arcano 6 (O Enamorado); Deus Est Machina, ao 16 (A Casa de Deus, ou A Torre da Destruição) ; Mortos Podem Dançar, ao 13 (a Morte). e tenho dois outros textos em andamento referentes ao Arcano 18 ( A Lua).

Os leitores atentos de minha obra poderão notar uma ponte entre os meus textos e o obscuro início dos anos 80, em que pós-punks e góticos perambulavam por aí, vestidos de preto pelo eminente funeral da Civilização, que parecia correr irremediavelmente para sua destruição através de uma III Guerra Mundial entre USA e URSS. Não havia esperanças naquela época, e as meninas de preto traduziam isso em sua elegância apocalíptica. O mundo Dark dos meus textos está de luto não necessariamente porque o planeta vai acabar numa guerra atômica; não vejo mais esse perigo (muito embora nosso amigo caubói republicano de Washington seja um entusiasta de um belo inverno nuclear, batendo constantemente o seu próprio recorde de estupidez, querendo brincar de soltar bombas atômicas em países miseráveis).

Por um tempo eu chamei esse meu estilo de cibergótico, mas também as novas definições servem apenas para rótulos ao que se é consumido. Morro de medo que o significado do nome "Jonas Dark" se esvaia e esse nome vire mais uma grife, mais uma coisa numa coleção de coisas nenhumas.

Lendo a exposição acima, o leitor deve ter intuído que estou muito mais interessado pela arte e pela densidade de significados do que com o rigor científico dos meus textos. Aliás, a ciência em meus textos é usado com funções estéticas semelhante a um quadro estilo Pop Art. Portanto me causou uma certa melancolia quando um escritor português, ao ler o meu texto "Impressão Digital", tenha chamado esse texto de pseudocientífico. É o mesmo que chamar um ovo de objeto oval. Essa é a diferença do meu Biopanzer para os robôs gigantes dos animes: esses robôs gigantes são cientificamente muito plausíveis, os seus criadores estudaram a fundo engenharia para fazê-los os mais realistas possíveis. Todas as prováveis peças possuem fundamentos mecânicos convincentes e tudo foi feito para funcionar. Os robôs de séries como Evangelion são tão científicos... e tão deprimentes. O meu Biopanzer é uma menininha de 14 anos que muitos acham que seja lésbica. E no entanto, ela me parece muito mais verdadeira que os robôs citados anteriormente.

Outras obras do Autor:

Jonas Dark
Deus Est Machina
Mortos Podem Dançar
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