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Conteúdo:
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Contos:
O
Despertar
do
Físico
Gerson
Lodi-RibeiroSobreviventes
Bertoldo
Schneider
Jr.
Bandeiras
Osíris
Reis
Mi
casa,
Su
Casa
Roberto
Causo
Alienígena
J.
M.
Beraldo
Zen
Maria
de
Menezes
Diamente
Truncado
Carlos
Orsi
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Editorial
Conquista
Literária
Artigos
Balaio
da
Scarium
Quem
tem
medo
de
Clarion?
Amaral
Um
Passeio
Espacial
de
10
Milhões
de
Dolares
Ronaldo
Mourão
OVNIS,
Atlântida
e
a
Jornada
do
Ufólogo
(Resenha
do
livro
Incidente
no
Caribe
-
Denise
Reis)
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Editorial
da
edição
16
Há
tempos
li
uma
revista,
cujo
nome
era
Pesadelo
Espacial.
Uma
sacada,
na
montagem,
permitiu
que
o
"a"
surgisse
junto
com
o
"e",
formando
o
título
alternativo
de
Pesadelo
Especial.
Ela
trazia
vários
quadrinhos
de
autores
nacionais,
usando
a
temática
espacial,
sendo
que
alguns
ficaram
bem
marcados
em
minha
mente,
especialmente
aqueles
que
traziam
viajantes
trajando
uniformes
com
a
bandeira
brasileira
no
peito
e
nas
fuselagens
dos
veículos
que
eles
tripulavam.
O
tempo
passou
e,
quanto
mais
fundo
mergulhava
no
universo
da
ficção
científica,
criticando
obras
e
sendo
criticado,
sendo
chamado
para
julgar
concursos,
selecionar
textos,
percebi
algo
que
talvez
o
leitor
já
tenha
notado
também:
alguns
escritores
brasileiros
procuram,
ainda
hoje,
se
espelhar
em
obras
pulps
norte-americanas.
Seria
natural,
se
o
modelo
adotado,
trampolim
para
vôos
mais
personalizados,
não
se
mantivesse
tão
rígido
quanto
o
cadáver
cujas
roupas
ora
trajava.
O
tal
espelho
não
refletia
somente
a
temática.
Era
também
uma
lente
seletiva,
depuradora,
onde
catequizados
éramos,
crentes
ficamos.
As
obras
desses
autores,
como
totens
literários,
estavam
voltadas
para
um
norte
artificial
e
ai
daquele
que
ousasse
propor
a
heresia
de
se
olhar
para
um
lugar
mais
ao
sul.
Em
muitos
casos
encasquetei
com
essa
mania,
o
vício
da
repetição,
onde
nem
o
Brasil
era
citado,
muito
menos
os
personagens
e
locações
tinham
qualquer
relação
conosco.
Era
um
tal
de
Mike
no
comando
dum
caça
Stritfire,
John
atuando
na
segurança
do
cargueiro
solar
London,
Glory
na
estação
de
transmissão
da
base
interplanetária
Constellation,
e
por
aí
vai
(ou
não
vai)
o
enredo.
Até
mesmo
ETs
falavam
inglês
fluentemente,
não
importando
por
qual
orifício
o
mesmo
soasse.
E
sempre
havia
mocinho,
geralmente
loiro,
ou
bandido,
via
de
regra
asqueroso.
Herança
do
cinema,
dos
quadrinhos
e
literatura
gringa
que
nos
foram
tão
caras?
Certamente.
Os
termos
eram
todos
chupados
dos
jargões
que
notabilizaram
as
space-operas
de
outrora.
Tirando
as
honrosas
exceções,
não
havia
a
mínima
preocupação
em
inserir
o
nosso
país
no
contexto
das
aventuras
espaciais,
tornando
a
cunhada
Síndrome
do
Comandante
Barbosa
um
problema
para
quem
somente
abraça
modelos
importados
e
se
esquece
que
nós
também
temos
vez,
temos
voz,
temos
histórias
para
contar,
com
personagens
brasileiros
e,
porquê
não,
um
Brasil
como
potência
cósmica.
Assim
nasceu
a
antologia
"Brasil,
Conquista
Espacial".
Não
ficou
exatamente
como
previa,
porém,
um
passo
foi
dado
e
agradeço
aos
autores
que
enviaram
suas
obras
e
agora
você,
leitor,
poderá
enxergar
brasileiros
conquistando
o
seu
espaço.
Para
compor
esta
edição
de
aniversário,
nossa
equipe
escalada
para
a
missão
é
composta
por
seis
tripulantes
nacionais
e
uma
estrangeira,
com
sua
ótica
peculiar,
inserida
em
nossa
nave
para
mostrar
que
não
queremos
reascender
um
movimento
antropofágico
na
FC,
contudo
não
há
vergonha
alguma
de
apresentar
comandantes
Barbosas,
ainda
mais
quando
temos
políticos
de
sobra
para
abduzir
numa
possível
invasão
alienígena
em
Brasília.
A
metade
dos
brasileiros
que
aqui
estão
já
passaram
por
nossas
páginas,
em
edições
passadas.
Este
é
o
caso
de:
Gerson
Lodi-Ribeiro,
que
nos
trás
uma
história
com
muito
erotismo,
feita
para
homenagear
um
amigo
que
também
está
na
presente
tripulação.
No
distante
2124
o
despertar
de
um
brasileiro
pode
ser
a
solução
de
um
enigma.
O
conto
de
Roberto
Causo
é
talvez
o
que
melhor
retrata
a
escalada
do
Brasil
como
potência
espacial.
E,
claro,
nenhuma
das
demais
potências
deixaria
passar
isso
impunemente.
A
obra
de
Carlos
Orsi
foi
a
primeira
que
recebi,
sendo
também
a
maior
desta
antologia.
Temos
outro
brasileiro
envolvido
numa
situação
delicada,
onde
uma
arma
pode
se
tornar
a
esperança
e
também
o
fim
da
humanidade.
Os
demais,
fazem
sua
estréia
por
aqui,
e
provavelmente
muito
se
ouvirá
falar
deles.
É
o
caso
de:
Bertoldo
Schneider,
que
já
ganhou
um
concurso
promovido
por
esta
revista.
Levando
a
conquista
espacial
para
mais
longe
que
os
demais
autores
até
aqui
citados,
uma
nave
exploratória
brasileira,
desaparecida
há
mais
de
dois
séculos,
é
encontrada
à
deriva.
Osíris
Reis
opta
por
uma
abordagem
mais
descritiva,
de
certa
forma
traçando
um
paralelo
com
Causo,
ainda
que
totalmente
incidental.
Uma
fuga
está
sendo
planejada,
uma
nave
precisa
buscar
seu
destino
e
um
mundo
melhor,
mas
será
que
os
tecno-soldados
permitirão?
O
trio
de
brasileiros
que
encerra
o
segundo
bloco
é
completado
por
João
Beraldo,
que
nos
trás
uma
aventura
baseada
em
universo
próprio,
porém
inteiramente
compreensível.
Clara
é
uma
clandestina
e
não
esperava
que
sua
jornada
fosse
tão
longa,
indo
parar
a
mais
de
20
anos-luz
da
Terra!
Nossa
honrosa
tripulante
estrangeira
é
Maria
de
Menezes,
portuguesa
com
certeza
(chamo
a
atenção
para
o
discurso
adotado,
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