"Sem
'Vós' o que será do Céu e da Terra...?" Assim dizia o texto do poeta Johann P. Neumann
na "Missa Alemã" de Franz Schubert.
Quando
se olha o cosmo à distância, mais bem de longe mesmo, digamos que quando se
analisa uma carta estelar holográfica polidimensional completa, disposta em
diversas secções. Ao se afastar da linha de imagem principal, e dos
aglomerados de galáxias, nuvens de gases, asteróides em suas rotas incertas,
buracos negros que sugam para o seu interior, numa fome voraz, até a luz... E
se afastando um pouco mais, pouca coisa que seja, percebe-se o vazio indecifrável;
uma escuridão devastadora, desoladora... Um frio gélido e arrebatador que
congela e petrifica até a mais poderosa energia do universo... Espaços
infindos de trevas eternas, sedam a luz da completa claridade... Ao se
aprofundar mais, quer dizer, se afastar dessa parede de negror total, de imenso
vazio, deduz-se que naquele poliorama acabou o cosmo, e o que virá a seguir,
será a continuação do “infinito zero”, que não existe mais nada além...
Mas
os milhões de quilômetros que se aprofundam naquela densa e tenebrosa escuridão,
de repente é tomada novamente de pontos isolados de brilhos intermitentes, em
seguida, uma claridade em tom esverdeado, e de uma suavidade reconfortante vai
tomando conta, até o domínio total. Fontes de luzes vão surgindo, assim como
galáxias gasosas coloridas, em plena atividade de combustão internas vão
adquirindo outros aspectos e grupos de planetas exóticos em rotações
desencontradas, desencadeiam sensações de assombros para quem chega aquela
dimensão pela primeira vez.
E,
em um daqueles pequenos planetas, o mais brilhante de todos, naquele instante se
reunia um grupo de seres de diferentes partes daquela galáxia, postados sobre
uma gigantesca plataforma arredondada e flutuante na atmosfera, e acima deles,
uma cúpula central que parecia de vidro, e, no entanto, possuía aspecto de aço
polido, reforçado por blocos gigantesco de um material poroso e leve. Ao redor,
fora da redoma, se distendia uma espécie de mirante, e ao mesmo tempo um campo
de pouso, pois se percebiam naves dos mais variados formatos e tamanhos
estacionadas; e ao redor delas, em vigilância, soldados mantinham a segurança.
No
interior, iniciava-se a projeção de imagens que surgiam nas paredes côncavas
da cúpula. Toda a platéia usava uma espécie de aparelho preso à cabeça de
onde recebiam em seus idiomas, informações sobre o que estavam vendo.
“Neste planeta, localizado na Via Láctea, foi desenvolvida uma colônia
experimental com seres primatas das terras de Ichx da Constelação de Phandor.
Naquele tempo, essas criaturas primitivas iniciavam seu mais proeminente estágio
evolutivo. E, ao serem deixadas naquele planeta, agora chamado Terra, alcançaram
um nível quase perfeito da imagem e semelhança do que foi planejado. Para a
sua diferenciação das outras espécies que também foram levadas para este
mundo, foram denominados “Humanos”. Todas as criaturas que lá vivem
receberam implantes celulares germinativos - ainda em suas proto-formas
-, que foram absorvidos pelo organismo, mas o mecanismo principal que comanda
toda a sua complexa forma de vida, é protegido por uma forte caixa craniana que
envolve toda aquela região, inclusive impedindo a sua expansão desordenada,
quando se iniciam as fases de conectividade com as correntes elétricas que
dispomos ao redor do planeta. Após analisadas todas as colônias experimentais
desenvolvidas pelos associados, chegamos a conclusão que, em especial, essa
terrestre, deve ser destruída, pois devido as situações eletrônicas e
catastróficas advindas do próprio Sistema Estelar, as criaturas chamadas
humanas, ficaram completamente descontroladas, saindo da programação inicial.
Dessas constantes descargas de raios cósmicos nocivos sobre elas, aconteceu a
fusão de alguns eletrodos. O mecanismo principal não consegue mais estabelecer
parâmetros de linearidade consistentes entre a célula nuclear e seus
implantes. O projeto principal sofreu reestruturação em quase 90%, e o que
restou não satisfaz aos associados e investidores dessa experiência. Como os
procedimentos devem ser cumpridos, de acordo com as cláusulas 8.547 e subitens
3,4, 6 e 9, e parágrafos 3.156, já conhecidos por todos os presentes, devemos
aniquilar essa colônia e todos os resquícios da sua presença naquele Sistema
solar....”
As imagens do planeta desapareceram e foram trocadas imediatamente por
seqüências de diversas figuras que replicavam aquela situação. Apelavam pela
vida dos terrestres; não podiam reverter os 90% destruídos, mas poderiam criar
condições existenciais para a espécie com os 10% restantes! Sabiam que
estavam se arriscando em abrir aquela concessão de vida aqueles seres, que
poderiam mais tarde vir a destruí-los Os que apoiavam a eliminação da raça
humana eram reticentes e bastante convictos. Era por demais preocupante assumir
tal responsabilidade por uma experiência dada como fracassada! Não era a
primeira vez que obtinham aqueles resultados... E como tal acontecera das outras
vezes, eram unânimes: extermínio completo!
Todos estavam intranqüilos em seus lugares aguardando que os Anloks
falassem. Justamente aqueles que sempre apoiavam todas as decisões capitais,
insurgiam em favor dos terráqueos. Os Dharts, os Thenz’s, os seres da Plêiade
Centauri e os Thys, isolados do grupo central nervoso, mantinham-se em completo
silêncio... Apoiaram os Anloks numa reunião apressada, e não cederiam a
nenhuma pressão ou ameaça que porventura viessem a sofrer. Manter-se-iam
irredutíveis! Os Anloks tinham uma postura firme, elegante e exerciam muita
influência no “Diplot” - Conselho das Galáxias que estava reunido naquele
instante aguardando a decisão do grupo. Naquele momento, o poder e a influência
pesavam sobre as decisões que todos deveriam tomar.
“Nós, os Anloks, contamos com o apoio incondicional dos seres da Plêiade
Centauri, dos Thenz’s, dos Dharts e dos Thys. Vamos relatar agora, os nossos
objetivos e propósitos. Esperamos que o Conselho, os associados e
empreendedores aqui presentes, sejam condescendentes com a raça humana, como nós
procuramos ser... Como já foi relatado, desde o princípio, os implantes
germinativos colocados falharam, desestabilizando o mecanismo principal, e como
resultado, somente 10% ainda estão funcionando. Mas não podemos deixar de
analisar que destas irrisórias porcentagens, 10% representa vida criada, e que
se encontra em plena evolução ainda! Os seres humanos sobreviveram a todos os
outros processos experimentais testados neles. Quando acasalamos as criaturas de
Tyones com as fêmeas humanas, reduzimos a suas taxas de vidas; quando
transformamos eles em cobaias dos vermes “Cyrniun” destruímos suas defesas
biológicas e acabamos com suas resistências físicas, deixando-os sujeitos a
todo tipo de moléstias e horrores vindos do espaço... Podem perceber que eles
foram os resultados que esperamos. A raça humana traduziu e atingiu o quadro e
as conseqüências por nós sugeridas: foram bastante resistentes! Acredito em
uma nova oportunidade de vida em cima do pouco que lhes restam. Os seres da Plêiade
Centauri sugeriram estimular os implantes restantes com uma nova experiência.
Os Thys acham que descargas de partículas cósmicas produzidas poderiam ser o
tratamento ideal. Nós, os Anloks, achamos que cada idéia é importante para a
nossa defesa, porém acreditamos que não um novo implante, mas a inseminação
de uma célula híbrida em uma fêmea humana, bastaria para direcioná-los por
um outro caminho, distantes da própria destruição. Dessa inseminação
nasceria um Ser Especial que se revelaria como a última esperança de salvação,
de acordo com preceitos que serão inseridos num período de tempo remoto. Com o
nascimento deste Ser dotado de química eletromagnética, e exercendo uma forte
atração entre os humanos, os pólos magnéticos restantes reagirão a
determinadas palavras decodificadas ditas por Ele, e despertarão assim aos
poucos, os bloqueios mentais mais resistentes e profundos.”.
“Do embrião híbrido injetado numa criatura humana nascerá o primeiro
andrógino procriado perfeito, que estará permanentemente sob os nossos
cuidados e controle. Estaremos interdimensionados naquele planeta procurando
ajudá-lo e orientando-o na sua tarefa de despertar os humanos para uma nova
realidade. Seremos também os guardiões daqueles que se voltarem para a sua
luz... Ficaremos em constante vigília!”
Como era de se esperar, a platéia, o Conselho das Galáxias e os outros
seres ficaram calados, mudos, estupefatos diante aquela proposta. Recuperar colônias
em tal grau de periculosidade era um desafio! Infringia as Leis...
Até que se ouviu uma voz esganiçada, mais decidida vinda do écran.
Depois foi surgindo a imagem quase etérea do ser. Sua cabeça era uma bolsa líquida
que se movimentava para os lados de acordo com o som vocal emitido e trocava de
cor continuamente. Tinha o corpo envolto por pequenos elos trançados que se
moviam como fontes áureas de luz.
“Nós, os Ulóxis da Centúria Txak, cedemos ao apelo consistente dos
Anloks e seus associados, contudo, terão um prazo de 7 zyrmates para fazerem
aqueles seres dignos de não merecerem o extermínio. Devemos lembrar que depois
que as criaturas humanas se tornaram insolentes, desenvolveram um instinto
proeminentemente assassino... Ficaram muito perigosos e fugiram completamente ao
nosso domínio...”
Os anéis luminosos envolveram a cabeça aquosa e deixaram ver no
interior filamentos em pequenas fusões elétricas.
“Vamos estar sempre observando enquanto o prazo de 7 zyrmates não
terminar. Findo o prazo, os Ulóxis voltarão a este universo para o julgamento
final, mas isso não impede que antecipemos o retorno, caso consideremos a
experiência falha...”
Os Ulóxis volatilizaram-se no ar, em seguida uma nave sumiu no espaço
infinito. Parecia que fora uma decisão unânime, pois todos começaram a se
retirar para suas naves. Restaram os Anloks e seus associados entregues a própria
sorte de um povo.
As imagens terrestres anteriores voltaram a passar no écran, e dominavam
o imenso salão quase vazio as cenas selvagens, os gritos, os sacrifícios
humanos e as guerras corpo a corpo...
***
Os Anloks deveriam moldar o Ser Especial de tal forma que somente a sua
presença desencadeasse estímulos únicos em cada ser humano. O seu trabalho
seria o de incitar os implantes adormecidos a uma reação em cadeia, a combater
o instinto assassino e a maldade, através de novos pensamentos canalizados e
direcionados ao mecanismo cerebral, por meio de correntes eletrônicas. Desta
maneira estariam ativando de forma consistente os implantes mais resistentes com
valores mais profundos de emoções e princípios religiosos baseados nos
fundamentos já instituídos. Ao invés da pluralidade do conhecimento científico,
onde cada ser humano seria dono do seu próprio universo, conhecedor dos
elementos vitais para a sua expressão cosmológica, seria apenas uma unidade
buscando através de um Ser Superior, as suas partes perdidas e o caminho da
perfeição divina. Ao invés de desvendar os mistérios das forças sutis que
emanavam continuamente dos seus corpos e se completavam com a inteligência
criadora, ficariam eternamente ligados a uma figura onipresente e toda poderosa
de um Deus emocionalmente instável, diante das suas súplicas e rogos. Para
difundir e fixar essa imagem de um “Pai Criador” e não a concepção da
harmonia universal, o “Filho de Deus”, como seria chamado a tal criatura,
buscaria cedar a mente humana com uma nova mensagem de fácil assimilação, e
empregaria as palavras mágicas com as quais despertariam os humanos: fé
e amor. Extirparia para sempre as imagens dos deuses apócrifos... Os
Anloks sabiam que seria um trabalho árduo, pois alguns humanos haviam
degenerado ao participarem de experimentos secundários e por processos genéticos
diversificados, não responderiam, nem se submeteriam a atração exercida pelo
“Filho de Deus” e poderiam ocasionar reações conflitantes, desencadeando
assim, perigosas circunstâncias que levariam a um fim drástico.
***
Uma espaçonave anlokiana foi enviada ao planeta Terra com uma equipe de
cientistas e soldados para darem início a missão: a busca de fêmeas humanas
resistentes. E aquelas que oferecessem melhores condições físicas, após a
seleção, seriam inseminadas. Optaram por sete criaturas que numa noite foram
levadas para a nave oculta entre as nuvens; e nelas foram implantadas as células
embrionárias híbridas. Em seguida, foram colocadas em duplas, dentro de um
tubo onde continha um liquido amarelado. Findo o prazo de preparação, somente
uma conseguiu engravidar. Tão logo se confirmou a sua gravidez a mãe humana
recebeu tratamento e cuidados especiais, além da iniciação de sua doutrinação
mental a respeito do Ser que iria gerar: “Bendita és tu entre as mulheres,
pois conceberás e darás a luz a um filho a quem chamarás Hÿdañois, e este
será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor; ele reinará
para sempre, e o reino dele não terá fim. Esse Ente Santo que há de nascer,
será chamado Filho de Deus.”
E por todo o Universo a notícia correu célere, Inclusive com grande ênfase:
falavam daquele que seria o Unificador Universal, o Pacificador Cósmico, pois
após o seu nascimento, um tratado de paz, um verdadeiro armistício seria
firmado entre as grandes potencias galácticas. Com o sucesso obtido na Terra, o
mesmo modelo seria aplicado em outras colônias que compunham idênticos perfis
terráqueos em outros planetas. O Ser nascido entre os humanos estaria para
sempre protegido pelos seus mentores e guardiões dimensionais...
E o povo da Terra há muito que já sabia do que aconteceria naquele
tempo. Os antigos haviam sido comunicados por seres vindos das estrelas, que num
futuro surgiria um Salvador para suas almas, que libertaria o homem do seu
sofrimento e comandaria as suas próprias existências em nome do seu Pai
Celestial, chamado Deus. O Filho seria na Terra, o Filho de Deus, e conduziria a
humanidade como se fosse um rebanho de ovelhas, para o caminho da remissão dos
pecados. Este Ser nasceria e seria o libertador do homem de toda a sua opressão
e escravidão terrena, salvando a sua alma para a felicidade eterna junto ao
Pai, no céu. Traria uma nova mensagem divina e a fé única em um Deus
Onipotente e Todo Poderoso, Criador de todas as coisas celestiais e terrenas.
Os Anloks mantinham a conexão atávica das informações implantadas no
subconsciente dos humanos, com o Ser que estava sendo gerado. Ele seria a
resposta aos questionamentos e dúvidas terrenas que avassalavam a mente e o
coração da humanidade. Por isso, durante a gestação, mantinham a fêmea sob
os cuidados dos cientistas e protegida em uma nave numa dimensão paralela. Não
desejavam que enquanto durasse o período de incubação, o Ser que estava para
nascer recebesse qualquer influência significativa vinda da hospedeira humana,
através de reações emotivas do mundo externo.Os ensinamentos que o feto
recebia enquanto evoluía, eram passados através dos cristais de energia que a
todo o instante percorriam e penetravam no ventre da fêmea que permanecia
repousada em completa catarse sobre um leito de luz leitosa. De tempos em
tempos, halos multicoloridos varriam todo o corpo e deixavam ver o bebê
envolvido por uma luminescência ofuscante, que se contraía e dilatava a medida
em que novos feixes de raios eletrônicos penetravam transpassavam a humana.
***
Os 7 zyrmates estipulados pelos Ulóxis foram sabiamente calculados por
aqueles seres de um mundo distante. O primeiro zyrmate correspondia justamente
com o nascimento de Hÿdañois, e se estendia por 30 anos terrestres,
coincidindo justamente com a conjunção embolismal planetária dos astros
daquele Sistema Solar, que exerciam atração muito forte sobre o planeta Terra.
Esse tipo de evento cósmico favorecia a abertura de um portal dimensional, a
criação de uma potente energia capaz de destruir toda a galáxia, ou o
principio de um novo gênesis... Os Ulóxis pensavam em tudo. Caso houvesse
algum fracasso, o destino da Terra estava selado, contudo, levando em consideração
o temperamento e o modo de vida deles, poder-se-ia acreditar que todo o planeta
Terra seria levado para uma nova dimensão. Aqueles que ainda mantinham seus
implantes originais intactos deveriam ser preservados para uma nova vida, no
novo Universo, os outros humanos passariam por um julgamento e enviados para o
“Yluhn” um mundo infradimensional criado por eles. Isso era uma
suposição, pois os Ulóxis sabiam ser verdadeiros carrascos e cruéis quando
precisavam, sem nenhum remorso. Os Ulóxis já haviam alcançado o mais alto
estado evolutivo que se poderia almejar, e dominavam grande parte do cosmo, além
dos limites estelares conhecidos. Davam-se ao luxo de dispor da vida à bel
prazer; criar, destruir, regenerar ou simplesmente ser benevolente. Os Ulóxis,
os Anloks, os Dharts, os Thenz’s, os Thys e os Seres da Plêiade Centauri
pertenciam a um grupo especial dentro do Conselho “Diplot”. Sempre um ou
outro intercedia em favor de alguma raça, povo ou planeta com o objetivo de
mudar um pouco a ordem das coisas. Entendiam que eliminar sempre, não
justificavam os erros cometidos. É claro que nem sempre procediam assim.
Algumas vezes precisaram acabar com cidades, civilizações, raças para
exterminar com a impureza e a promiscuidade criativa, numa ligeira demonstração
do poder que possuíam diante os descrentes... Para depois, em seguida, começar
tudo novamente, a partir de novas criaturas previamente desenvolvidas em seus
laboratórios. Mas tinham como princípio nunca jogar com a vida fosse ela de
qualquer tipo. A energia de cada criatura era muito preciosa para ser desperdiçada
a rivelia, ainda mais que precisavam sempre de novas cobaias para experimentos
em novos mundos.
Os Dharts assim como os Thenz’s movimentavam-se furtivamente e
silenciosamente entre os membros do Conselho impedindo-os de cometerem atos
arbitrários contra o Universo. Os Anloks eram onipresentes e seus soldados e
guardiões de uma ordem mais abaixo, movimentavam-se mecanicamente entre as
dimensões, mas de modo sutil. No mundo terreno conseguiam estabelecer uma
completa conexão entre as dimensões, e uma ligação efetiva muito forte com
os humanos que reagiam amedrontados ou com incredulidade, devido às descargas
elétricas que ativavam os implantes cerebrais bruscamente.
Não se podia vacilar com os Ulóxis. Se percebessem quaisquer alterações
ou interferências alheias de algum dos não associados a missão, ao que fora
determinado, antecipariam o julgamento imediato dos humanos, e o pior não
poderia ser evitado. O fato de cederem as prerrogativas dos Anloks, e
determinarem um prazo, não significava que haviam realmente se afastados.
Encontravam-se perfeitamente sintonizados com tudo o que acontecia. Vagavam pelo
mundo dimensional ostentando suas disfarçadas e camufladas vestes brancas que
confundiam os cientistas com os Thys, que já eram esbranquiçados por natureza.
Os Anloks permaneciam passivos, menosprezando as suas presenças, pois não
significava perigo enquanto a experiência estivesse acontecendo. Eles mesmos já
haviam procedido assim em outros tempos, mantendo significativa vigilância
sobre os Ulóxis, quando ainda eram inimigos ferrenhos e desdenhavam o Conselho
das Galáxias, por considerá-lo prepotente e amoral. Ainda mantinham essas
afirmações, mas foram convidados a participar da “Assembléia dos Pares”,
para contestarem, polemizarem e forçarem o próprio Conselho a admitirem suas
falhas ao decidirem com exclusividade os destinos do Universo.
No “Diplot” - Conselho das Galáxias estavam reunidos os Decanos do
Universo: seres evoluídos e brilhantes, que astuciosamente criavam situações
conflitantes entre os grupos com uma única finalidade: trazer a paz infinita ao
cosmo e a harmonia que constantemente era quebrada por guerras entre os mais prósperos
e poderosos. Apaziguar essas nações e levar seus dirigentes para a “Assembléia
das Partes” era sempre uma vitória bastante comemorada, e depois, mantê-los
ocupados continuamente, envolvidos em viagens experimentais pelo Universo era
uma condição de sutileza, humildade e inocência divina. Fazê-los acreditar
que até o “Diplot” falhava era um modo de tê-los serenos e absorvidos em
consertar seus próprios erros...
***
Ao se olhar para o céu terrestre numa noite límpida, sem nuvens, vê-se
um imenso tapete de pingos luminosos e ofuscantes. Pontos brilhantes às vezes
azuis, brancos, vermelhos, laranjas, esverdeados... Um profundo estudioso do
firmamento, ao fixar os olhos atentamente, além de dizer os nomes das estrelas
conhecidas em primeiro plano, irá apontar para outras direções indicando
outros pontos luminescentes quase consumidos pela escuridão e dar suas referências
astronômicas... Diferente de quando se está no espaço, e se vê o planeta
Terra sob um manto negro. Mesmo assim, ela ainda emite pequenas e singelas
claridades que vêm das cidades dispostas dispersivamente por toda a extensão
da sombra: grupos de luzes tremulantes das fogueiras, tochas e archotes que
indicam a existência de civilizações humanas.
Muitas naves vindas do espaço infinito se posicionavam fora da atmosfera
do planeta. Seus tripulantes aguardavam a concretização do feito que gerara
muita polêmica e curiosidade: A concepção de um Ente único e exclusivo, que
teria a missão de transformar carne morta em vida, minorar os efeitos negativos
dos implantes humanos destruídos, ampliar e fortalecer através de palavras
decodificadas e atração magnética os implantes saudáveis, catalisando conexão
do sentimento, das emoções e principalmente, reativando as células
adormecidas do mecanismo cerebral, era uma operação que envolviam cinco mundos
dimensionais diferentes e muito poderosos. E que se dedicavam inteiramente em
provar que apenas com 10% de implantes funcionando, uma raça poderia superar
suas deficiências...
Neste esquema extragaláctico também estavam incluídos alguns humanos
que foram visitados pelos Dharts, e acederam prontamente em proteger aquele ser
que nasceria àquela noite. O local fora preparado e devidamente camuflado
dentro da sala de uma nave de menor porte, estacionada no plano terrestre,
todavia, em outra dimensão para não interferir na gravidade do planeta. Para
se aproximar de Hÿdañois os convidados precisavam passar por dois corredores
separados por pórticos irradiantes, e um outro que aspergia um líquido
alaranjado, que desaparecia tão logo a temperatura próxima a entrada da sala
se tornava mais amena. O interior não era suntuoso e nem muito confortável,
mas tinha o formato oval. E no centro, uma espécie de berço ladeado por luzes
opacas de baixa resistência, mas que emitiam brilhos metálicos. No interior,
envolto numa áurea de luz iridescente, encontrava-se aquele Ente tão
ansiosamente aguardado. De seus pequenos dedinhos parecia que saiam fagulhas de
energia, e seus olhos calmos, serenos e profundos, de vez em quando eram tomados
por raios branquíssimos e irradiantes. Somente uns poucos selecionados
encontravam-se presentes e tinham a consciência do que representava aquele
importante evento.
E naquele tempo, num local protegido por Anloks, Thenz’s, Dharts, Thys
e seres da Plêiade Centauri, e cercado por convidados humanos, extraterrestres,
nasceu Hÿdañois, Filho de Deus, Filho do homem, Filho do Universo. Filho de
Deus porque a sua essência era divina, Filho do homem porque a
hospedeira da sua vida inicial fora uma fêmea humana, Filho do Universo
porque representava o TODO em um só elemento. A sua unidade espiritual.
Por todo o cosmo nunca havia se visto comoção geral por um Ser, que
seria dado aos humanos como divinamente concebido. O próprio nome dele já
seria um chamamento, um despertar. Ao pronunciar o seu nome, as palavras seriam
como chaves que abririam as portas da mente dos humanos; estas se conectariam a
energias transcendentais ocultas e prisioneiras do pensamento profano e se
libertariam, trazendo clareza de espírito aos seres da Terra, e principalmente
aqueles que possuíam seus implantes desligados. As sinapses uniam os
pensamentos, as lembranças, as memórias, as emoções ao mecanismo cerebral
que ativava todas as células junto à presença de Hÿdañois, que exerceria o
principio revelador e mutativo da consciência humana.
O seu crescimento foi espacial e não temporal, juntamente com as suas
idas e vindas ao mundo dimensional para aprender com os Dharts e os Thys,
obtendo ensinamentos sobre a força cósmica que regia todo o Universo, e sobre
o poder que lhe acolhia e protegia.
Como um Ser divinamente terrestre, começou a pregar a sua mensagem de
unificação, de Fé e Esperança. O Dom da palavra incitava a todos a segui-lo,
e, em pouco tempo, os humanos perceberam que aquela criança era diferente das
demais. Apesar da pouca idade era “iluminada por Deus” pois dizia coisas que
iam além da compreensão dos velhos manuscritos e registros sagrados. Não
havia nenhuma transgressão, nem ofensas nas suas palavras, apenas uma nova
mensagem de vida mais profunda, sobre as Leis do Pai Eterno, e todos se
acercavam para ouvi-lo e aprender...
... E, foi justamente nessa época que os Thys acharam por bem afastá-lo
por um breve período daquela vida terrena, e levá-lo para o Triângulo de Qotärry.
Um local místico no subespaço, cercado por três pequenos planetóides que
evoluíam sobre si mesmos, traçando rotas distintas que causavam um centro magnético
energizado. Para esse universo de pura magia que Hÿdañois ascendeu para
completar a sua educação cultural; solidificar a base do seu pensamento, reforçando
mais os princípios ideológicos e filosóficos; livre arbítrio para questionar
o que fosse certo ou errado, contudo, a sua missão era somente falar sempre em
nome do “Pai Celestial, Onipresente e Todo Poderoso”, e tirar as dúvidas
do coração do homem, iluminando e preparando o seu caminho para a vida eterna.
Essas duas etapas foram importantes e cruciais para o seu desenvolvimento
e crescimento intelectual e espiritual. A primeira fase, após o seu nascimento,
tivera os contatos iniciais com os humanos, conhecera o ambiente a que estaria
confinado por determinado período, vira o objetivo da sua existência; colhera
informações importantíssimas sobre o nível cultural do povo, participara das
suas vidas, das suas atividades rotineiras, conhecera algumas emoções tais
como o ódio, o preconceito, o desapego, o abandono, o desejo de vingança, a cólera...
Essa convivência mostrava a ‘Ele’ como proceder num futuro, diante àquelas
criaturas inocentes. Os Thys, diferentes dos Anloks eram grandes mestres no
ensino esotérico, na filosofia cosmológica, e na compreensão do Todo, como
unidade indivisível, mas onipresente no Universo. Hÿdañois aprendera essas
constantes metafísicas como verdades, e todo o seu conteúdo cósmico. Assim,
novos preceitos baseados nos antigos seriam levados aos humanos, e explicados na
sua forma mais simples, através de palavras de fácil entendimento, e ao mesmo
tempo, carismáticas, atrativas, intensas e transcendentais...
***
O seu retorno não causou nenhuma surpresa, contudo, quase dezoito anos
terrestres havia passado, mas na memória daqueles que o conheciam, não se
ressentiram da sua ausência. Era como se esse fato houvesse sido apagado de
suas mentes. Quem no-lo conheceu aquela época, e somente escutou falar sobre a
sua figura, apenas se espantou quando não o viu tão jovem. Aquela que havia
sido a sua hospedeira e que era denominada “mãe”, soube apenas da sua
viagem para o exterior, e mais nada. E nunca sequer teve notícias suas naquele
período de ausência. Mas, mesmo assim, devotava por ele imenso carinho e
afeto. O que ela não compreendia, talvez por ser humana, era que Hÿdañois não
a conhecia como “mãe”. Mas apenas como um repositório das células que o
fizera nascer. Das sete mulheres selecionadas, ela fora a escolhida para tal
ato, e cumprira com brilhantismo o seu papel, e só. Não tinha como demonstrar
afeição por aquela mulher, que cumprira os desígnios do seu “Pai”. A sua
presença era importante apenas para cumprir o seu papel de “mãe” perante o
povo e dentro do sistema familiar. Os planos divinos do seu “Pai” não incluíam
nenhum ser humano em seu projetos futuros, e o envolvimento dito afetivo, só
funcionava junto aquelas criaturas fracas de mentes e que viviam em constantes
conflitos.
A
implantação de uma diretriz baseada nas carências do povo da Terra foi
fundamental para fortalecer ainda mais o seu poder, e restabelecer a ordem. Por
determinado momento as suas palavras e gestos, assim como as demonstrações de
“força divina” foram o ápice cartático nos locais por onde passava
divulgando o evangelho do seu “Pai”. Ressuscitar mortos, curar enfermos,
fazer paralíticos andarem, cegos vêem, leprosos serem purificados, surdos
ouvirem...
E aos pobres, anunciava-se-lhes o Evangelho...
Trabalhos executados pelos Thenz’s em dimensões de espaço/tempo
diferentes da Terra. Os humanos não percebiam, mas os enfermos eram levados à
outra dimensão onde eram realizados os tratamentos de energização mental,
reposição de órgãos perdidos, retrocessos temporais para vivificação cadavérica,
cura de doenças e purificação dos corpos. Os que foram ao mundo de “Deus”
falaram maravilhas e se extasiaram diante as delicias que viram.
Mas naquele mundo de poucas posses, de recursos ínfimos e sem nenhuma
tecnologia, qualquer coisa que se fizesse fora do normal, seria considerada
“Obra de Deus”. As mentes mais evoluídas participavam das transformações
que todos aqueles ensinamentos poderiam trazer, se mantivessem o conteúdo das
palavras sem nenhuma adulteração, contudo, lamentavam pelo futuro incerto da
humanidade que conheceriam apenas os despojos da escrita. Aquele Ser que se
dizia “Filho de Deus” e outras vezes “Filho do homem”, transmitia a
verdade através de parábolas, e lutava bravamente como um guerreiro contra
inimigos invisíveis: a descrença, a fé inexistente num povo dominado,
escravizado, humilhado e despossuído do seu direito de ser humano.
A sua volta não sofreu muita interferência dos Anloks, nem dos
associados. Os seres da Plêiade Centauri continham os Ulóxis à distância,
pois os mesmos não viam com “bons olhos” as novas experiências realizadas
com Hÿdañois. Deixado livre, com pleno domínio de um conhecimento baseado em
informações perdidas, e mesmo assim tentando resgatar de forma impossível o
que eles consideravam “alma dos humanos” para o reino de Deus. Às vezes, os
Ulóxis acreditavam que os implantes térmicos reagiam, quando todos seguiam
humildemente Hÿdañois, em verdadeiras multidões pelos campos, somente para
ouvir os seus ensinamentos, mas se mantinham desconfiados e arredios, diante
aquele comportamento dos terráqueos. Eram suspeitos e disfarçados. Temiam
muito pelo fracasso daquela experiência entre aqueles seres desprovidos do “At’san”,
aquilo que fazia com que as cobaias tivessem conhecimento pleno das suas razões
espirituais, das suas origens e da sua união com o Absoluto. As demasiadas dúvidas
levantadas pelos humanos eram demonstrações perenes de que nunca alcançariam
o “Reino dos Céus”, e nunca, jamais em suas vidas, encontrariam a paz tão
insistentemente falada. Os terráqueos tinham um coração impuro e a alma
estagnada.
Apesar da “apatia”, os Ulóxis entendiam a vontade dos Anloks, dos
seus associados, e principalmente, agora, os seres da Plêiade Centauri que os
impediam de se aproximarem do planeta Terra... Admiravam essa atitude fraternal,
mas sabiam que aquilo tudo, aquela “mise-en-scène” não duraria
eternamente.
Hÿdañois adquirira o profundo conhecimento sobre a consciência humana.
Tinha que saber-se humano para o seu entendimento, e que não houvessem dúvidas
quando falasse do seu “Pai” aos homens, e anunciasse que estava próximo o
“Reino de Deus”. Em suas palavras claras e de uma lucidez impressionante,
dava ênfase sempre ao motivo da sua vida na Terra: é necessário que eu
anuncie o evangelho do Reino de Deus; pois para isso é que fui enviado...
Não era só próximo as cidades que as suas palavras adquiriam poder...
Longe, bem longe dali, além das fronteiras, outros povos levados pela divulgação
das palavras de Hÿdañois, captavam a sua mensagem e veneravam a um Deus único
e verdadeiro, através do Evangelho.
O efeito do sucesso da pregação de Hÿdañois foi imediato entre os
pobres, mas a sua fama em pouco tempo cresceu tanto, que os soberanos e
governantes começaram a ficar preocupados. Se não tomassem nenhuma
providencia, o povo insurgiria contra o Estado e suas leis, instituindo um novo
rei: Hÿdañois! Eles não compreendiam que o “Reino” não era daquele
mundo.
Os Anloks desceram até a Terra e comunicaram Hÿdañois o que
aconteceria a partir daquele momento. Era preciso que se forjasse determinada
situação, para que os humanos sofressem um impacto emocional tão grande que
desbloquearia para sempre os eletrodos do mecanismo cerebral. Haveria um
desfecho muito traumático e triste a caminho para ‘Ele’, contudo, seria um
fato inibidor de relevante importância para aplacar a fúria assassina interna
dos terráqueos. Essa era uma das partes mais importantes da Sua missão divina!
Com a realização dessas ocorrências, haveria uma catarse coletiva
evidenciando ao máximo os estados emocionais, elevando os níveis de energias e
a taxa química acidífera sanguínea nos humanos... Essa ação será como uma
onda circular que se expandirá por todo o mundo, sendo fortalecida pelas mentes
dos que tiverem seus implantes desbloqueados... Depois, haverá muitos que
dedicarão suas vidas a relatar estes fatos acontecidos através do evangelho de
Deus, e trarão outras ovelhas desgarradas para o rebanho do Pai Eterno; até os
incrédulos ver-se-ão compelidos a provarem “seu descrer” e se tornarão
servos tementes a Deus.
E, precisamente aqueles humanos que possuíam células degeneradas, os
quais Hÿdañois não tinha nenhum poder magnético é que o aprisionaram,
torturam-no e expuseram-no diante do povo, que novamente exposto a um teste de
fidelidade, reagiram negativamente, pois os implantes elétricos não estavam
bastante solidificados, e a prova era por demais contundente. Os Anloks pensavam
que se medidas drásticas não fossem tomadas ao pé da letra, os Ulóxis
exterminariam com todos os humanos... Já sabiam da grande espaçonave Ulóxis
se aproximando do planeta Terra. Isso significava perigo. Muito perigo!
Hÿdañois passou por sofrimentos terrenos porque assim seu “Pai”
desejara. Ele compreendia que precisava passar por tudo aquilo, pois
representava a última esperança para a raça humana. Deveria lutar até o fim,
deveria cativar as mentes irresolutas, os corações resistentes e frios de emoções,
atar novamente os laços perdidos entre criador e criatura, até o seu último
suspiro de vida naquele mundo... Antes que expirasse para sempre, procuraria
reanimar, levar esperanças de dias melhores àquele povo de coração
amargurado...
Mas o seu tempo estava cada vez mais encurtado.
Os Anloks pretendiam agir tão logo se sucedesse o julgamento de Hÿdañois.
Percebiam uma certa ironia em toda aquela evidencia. O Ser que viera para salvar
a raça humana do extermínio estava para ser executado pelos humanos e em
grande festa! Inconcebível!.
Os ensinamentos doutrinários dos Thys prevaleciam àquela hora. Ir ao
encontro do Supremo, despojar-se daquele corpo material e ascender para junto do
“Pai Celestial” era o propósito de Hÿdañois. Os seres da Plêiade
Centauri exigiam que se retirasse o Ser Especial do meio dos humanos,
imediatamente. Os Dharts injetaram nova carga de energia eletrônica sobre
aqueles que demonstraram no passado serem mais evoluídos, e, no entanto, todos
estavam dominados pelo horror, pelo medo... Suas mentes estavam paralisadas,
estupefatas por uma emoção eletroquímica muito forte. Não conseguiam nenhum
tipo de reação. Os Thys se recolheram em confinamento numa união de força
mental e espiritual com Hÿdañois. Os Anloks prepararam seus soldados para
descerem ao planeta e salvar o Ser especial. No entanto, quando tentaram salvar
o “Filho de Deus” do sacrifício humano, os Ulóxis posicionaram a
gigantesca espaçonave sobre ‘Ele’ impedindo o resgate. Após a sua morte,
essa nave iniciaria dali, a completa destruição do homem sobre a Terra,
entretanto, as últimas palavras de Hÿdañois fizeram com que os Ulóxis
mudassem de idéia, e tempos depois, abandonaram o espaço, partindo
silenciosamente para o seu Universo.
Mesmo exposto ao mais doloroso sacrifício se preocupou até o fim com os
humanos. A sua vontade seria cumprida: perdoar ainda fazia parte dos Ulóxis...
Nota
do navegador: Esse relato me foi passado por um Dharts que abandonara a sua
vida desregrada de pirataria e vandalismo pela Galáxia, e se tornara um dos
principais divulgadores da “Essência de Hÿdañois: o evangelho de Deus”.
Realmente, a inteligência científica dos Anloks era muito evoluída, mas a
presença dos Thys foi marcante para a organização do pensamento filosófico e
religioso. Depois de ouvido isso tudo, acredito que os humanos ainda têm muito
que aprender perdoar... Para salvar suas almas.
DO
NOME: HŸDAÑOIS
Hÿdañois vem do
idioma Thys e significa: Filho do Universo. A sua pronúncia implica em
configurações cerebrais e um fluir de silabas espirituais.
No planeta Terra o nome foi modificando até se obter facilidade na pronúncia.
No tempo da sua morte, Hÿdañois já havia se acostumado como os terráqueos
diziam o seu nome.
Hÿda – Se pronuncia como Ié (Esta palavra sofre uma aglutinação
semântica no conjunto. O “Hÿ” isolado tem o som da letra “J”).
ñ – No idioma Thys este é apenas um símbolo gutural usado
como introdução de um pensamento. Pode ser representado pela letra “K”, ou
muitas vezes pelo duplo “SS”, dependendo do enfoque textual.
oi – geralmente a simbologia “oi” representa o som da vogal
“U”.
s – Uma das características
Thys, acrescentar um símbolo fonético vago no final de determinados nomes, que
significa o poder cósmico da essência que pertence o nome. E representa
justamente essa autoridade Universal.
HŸDAÑOIS
– JESUS
Desta leitura e pronuncia do nome Hÿdañois aos ouvintes e discípulos,
seus ouvidos foram configurando o nome: IÉKUS - IÉSSUS.
Com o passar do tempo, a invasão de outros povos e o domínio de outros
idiomas, converteram o nome IÉSSUS em JESUS. E assim permaneceu
como uma determinação divina. Outros nomes depois surgiram para explicar o já
explicado e confundir a mente do homem.
Leia
também: ESTHER E ARTHUR –. O PLANETA
DE CRISTAL e O JUÍZO FINAL,
através do site: www.ieditora.com.br.
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