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Lapso de Memória

Miguel Carqueija

- [20/01/2008]

A consciência retornava lentamente...

Ela abriu os olhos subitamente, sacudindo as pestanas. Sentia a mente anuviada e algo lhe doía na nuca, mais como uma coisa dolorida. Havia muita luz, que lhe incomodou os olhos, e ela tornou a cerrá-los.

Sentiu que estava descalça, que pisava um chão de piso frio. As articulações de seus pés também doíam, magoadas por alguma razão que lhe escapava. Estava sentada em alguma cadeira.

Ela tornou a abrir os olhos, e aí a visão do aposento onde se encontrava ficou clara – e quase ao mesmo tempo enxergou o homem caído no chão, bem perto dela.

E viu o buraco em sua testa, o revólver na laje, a poça de sangue...

Foi um choque extraordinário. Assustadíssima, ela gritou e procurou se levantar num relance. E foi só então que percebeu a impossibilidade em se mover. Perplexa, entendeu finalmente que se encontrava presa na cadeira, amarrada.

Olhou os próprios pés: uma pequena corda atava os seus tornozelos. Quanto às mãos, não podia vê-las, mas sabia agora que estavam amarradas nas costas, e a mesma corda estava presa na grade da cadeira.

Quem poderia tê-la deixado assim prisioneira, e com um cadáver na sua frente? E por que?

Aliás, quem era ela? Espantada, compreendeu que não sabia quem era. Não conseguia recordar seu próprio nome, não lembrava quem eram seus familiares e nem os seus amigos; e nem mesmo qualquer fato da sua vida. Era como se houvessem passado um apagador na sua existência.

“Quem sou eu? E que circunstâncias me colocaram nesta situação?” Aquele aposento parecia uma sala espaçosa, e a janela à direita dela e mais à frente encontrava-se aberta; de onde estava podia enxergar ramagens e ouvia o canto de diversos pássaros.

Estaria então no campo? Afora os pássaros e o vento não se ouvia mais nenhum ruído. Exceto ela e o cadáver, aquela casa parecia estar vazia.

Não conhecia aquele lugar, ou pelo menos não se lembrava. Não sabia quem era aquele homem e muito menos como viera parar naquela situação.

O que fazer? Estaria correndo um grande perigo?

Procurou conservar o sangue frio e analisar a situação pois, assim pensou, se conseguisse juntar o maior número de fatos acabaria por compreender ou deduzir alguma coisa.

Não lembrava quem era, mas sabia que era jovem. Seus cabelos eram compridos e soltos. As unhas dos pés não estavam manicuradas – detalhe importante, porque revelava alguma coisa de seus hábitos. Não sentia relógio de pulso e nem bolsa. Trajava uma saia amarela com motivos de flores e borboletas e uma blusa preta, sem mangas.

Começou a se admirar da sua própria tranqüilidade. De repente deu-se conta de que era uma pessoa fria, calculista e corajosa, que não entra facilmente em pânico.

Não estava amordaçada e poderia gritar, pedir socorro. Mas não se decidia a isso: talvez fosse um grande erro. Quem a amarrara não era certamente um amigo e por ora talvez fosse melhor não chamar a atenção.

Sabia que não poderia se libertar sem uma ajuda, ou sem um instrumento cortante. Experimentara os laços, forcejara um pouco, e constatara se encontrar solidamente amarrada. Por esse lado não tinha esperança, e continuou procedendo com método: pôs-se a examinar o aposento em todos os seus detalhes.

A sala era relativamente ampla, mas com poucos móveis. A moça estava de costas para a parede. À sua frente uma porta de madeira com janelinha se encontrava fechada e devia levar ao exterior. À esquerda, no fundo, outra porta, entreaberta, levaria provavelmente para a cozinha e o banheiro; e mais perto da parede de trás ela via uma terceira porta, que devia levar para um quarto. Assim ela deduziu. As paredes eram claras, o teto da mesma cor. Havia um ventilador de teto com uma lâmpada no centro.

Resolveu se concentrar no exame do cadáver, antes de analisar o mobiliário. Aquele homem era branco, mais claro do que ela (já percebera ser uma morena), era louro e aparentava uns quarenta a quarenta e cinco anos. Em vida devia ter sido charmoso, bem apessoado. Usava calças jeans azuis, sapatos marrons com meias pretas, uma camisa quadriculada meio aberta. Era forte, ostentava uma tatuagem no braço direito.

Quanto ao buraco da bala, que até então ela evitara encarar... havia qualquer coisa estranha. A bala entrara pela testa e saíra pelo alto do crânio, esfacelando o couro cabeludo. A garota espiou para cima e julgou avistar o buraco final, na argamassa do teto, onde o projétil estacionara.

Uma trajetória estranhíssima, enviesada... e ele fôra morto ali, diante dela, a poça de sangue não deixava lugar a dúvidas. Fôra abatido e tombara ali mesmo. Mas isso parecia um absurdo: ele caíra tão perto que ela facilmente podia tocá-lo com os pés desnudos; e para demonstrar isso a si própria pôs-se a apalpá-lo – sua mão esquerda, sua blusa – com os dedos dos pés. Conseguiu até mesmo tocar-lhe o queixo, sentir-lhe a barba por fazer. Ainda não se manifestara a rigidez cadavérica. Aquele sujeito morrera há pouquíssimo tempo!

Durante esse apalpar voltou a sentir dos nas articulações dos dedos dos pés, e também na nuca, onde julgava haver um galo. Havia mais incômodos pelo corpo, em parte por causa da posição forçada, mas ela deduziu que tinha sido maltratada. Deu graças a Deus porque as cordas não estavam tão apertadas a ponto de interromper a circulação.

A sua intuição dizia que aquele homem não era um amigo. Ou poderia ser a sua memória adormecida, que lutava para se comunicar. Ela sentia repulsa por aquele indivíduo, sem saber porque; não obstante, obrigou-se a examiná-lo um pouco mais.

Aquela arma... se esticasse muito as pernas para a direita, poderia tocá-la...

Então a sua mente pareceu compreender melhor aquele quadro. As posições dos dois corpos – cadáver e arma – indicavam que esta estivera com o homem. Ele a portava ao ser baleado.

Mas quem poderia ter se interposto entre ela e ele, e atirado à queima-roupa? Era inverossímil. E foi nesse ponto que a prisioneira fez a relação entre o buraco de bala naquela testa e o revólver calibre 32 que jazia no chão. Percebeu, espantada, que conhecia armas, e que a bala fatal era do mesmo calibre daquele revólver!

Era espantoso. Quem alvejara o homem deixara o objeto – e a ela, desmaiada e amarrada?

A verdade surgiu em sua visão mental. Uma verdade chocante, porém lógica, à luz das observações:

“Eu o matei. Ou melhor, eu causei a sua morte.”

Assustou-se um instante, com o trinado alto de um bem-te-vi enorme que resolvera pousar no peitoril da janela. Ele olhou para dentro, enxergou a moça mas, por não avistar comida, bateu asas e foi embora.

A garota riu, relaxando um pouco a sua tensão, e retornou à sua conclusão:

“Ele me seqüestrou, me trouxe até aqui e me amarrou na cadeira. Por alguma razão ele ia me matar, chegou a apontar aquele trabuco para mim, ia eliminar-me a sangue frio. Deve ter pensado que eu me encontrava completamente indefesa. Eu atirei as pernas para cima, mesmo atadas, e acertei o seu pulso -–ou os dois, talvez ele tenha segurado a arma com as duas mãos, algumas pessoas fazem assim. Os braços dele foram projetados para cima e para trás no exato momento em que seus dedos apertavam o gatilho. Resultado: ele baleou a si mesmo, daquela forma esquisita, e teve morte instantânea.”

Ela sentiu-se aliviada e feliz por ter alcançado aquela trabalhosa conclusão. “Eu dou uma boa detetive”, pensou. “E quem sabe é isso mesmo o que eu sou, e por isso me meti nessa encrenca?”

Refletiu em como essa descoberta, por um lado, era tranqüilizadora; e por outro era preocupante. Tranqüilizava saber que ela eliminara o seu captor e provavelmente não havia mais ninguém a temer, por perto. Em contrapartida, se ela estava num local ermo e distante da civilização não deveria aparecer ninguém para socorrê-la. Se ela não se libertasse, morreria desidratada. Já começava a sentir a boca seca.

Completando a sua dedução, julgou identificar a causa da dor na nuca. A cadeira era leve e, ao golpear o raptor, ela desequilibrara o assento, tombando com ele, batendo com a cabeça na parede, e voltando naturalmente à posição original. Explicava também a dor nos dedos dos pés, por causa da força do golpe que ela aplicara.

Cada vez mais ela tinha a impressão de ser uma pessoa safa, e familiarizada com coisas estranhas e perigosas. O que ela fizera requeria perícia. Infelizmente a memória não queria ajudá-la. Sua mente ainda parecia toldada, obscurecida. O que causaria isso? Somente a pancada na nuca?

Entre os incômodos que sentia um era no braço direito, uma opressão qualquer. Mas os seus braços estavam torcidos para trás, e foi com muito esforço que ela conseguiu virar o rosto o bastante para enxergar o calombo avermelhado perto do seu ombro.

Alguém lhe aplicara uma injeção. E esse alguém era quase certamente o sacripantas morto, à sua frente. De momento ela não podia saber que droga lhe haviam aplicado, mas qualquer que fosse poderia ser a verdadeira causa da amnésia.

Fez um esforço para não ficar nervosa. Queria se livrar enquanto fosse dia claro, mas ainda não via como. E já começava a sentir vontade de urinar, ainda fraca mas iria aumentando.

Resolveu então observar o mobiliário, até então entrevisto perfunctoriamente. Mas antes mesmo de dar início ao exame, levou um susto: a campainha de um celular pôs-se a tocar.

O som vinha bem da frente, e ela fixou a cômoda que se encontrava ao lado da porta de saída. Lá estava uma bolsa de mulher, de plástico negro, bem grande. O celular estava lá dentro, com a sua campainha musical chamando insistentemente. Bem, depois, quando pudesse, ela verificaria o recado gravado e o número na memória.

Por um instante ela fitou, triste, a cabeça empalhada de um belo veado campeiro na parede, acima da cômoda; pobre bichinho, pensou, refletindo ainda que aquela casa devia ser a cabana de algum caçador. Mas então baixou de novo os olhos, para um detalhe que havia enxergado mas não reparado: as iniciais em letras douradas na bolsa. As letras RM.

A memória voltou de repente, tão violenta como um tapa na cara. Ela se viu ofegante, emocionada, com o coração batendo mais forte. Agora sabia quem era, o que fazia na vida, lembrava a identidade do morto.

“Rita Maria. Eu sou Rita Maria.

“Mas eu sou mais do que isso. Não sou uma mulher comum.

“Tigresa. A tigresa. É como me chamam.”

Além do nome e do apelido, recordava praticamente todo o resto – quem era de fato, o que fazia na vida, e também o que havia acontecido... que a trouxera àquela situação absurda.

Só então, por incrível que pareça, reparou no gravador à esquerda, no chão, aparentemente a pilha. Lá, certamente, estariam informações valiosas. As informações que ela tinha, e que ele arrancara.

Primeiro, o jogo de sedução. Ela, como agente especial da Porta de Cristal, encontrara-se com Lourival Mainieri Caminha, executivo da Lux, aquela grande imobiliária. Evidentemente, os clientes da Porta de Cristal pagavam bem e era preciso levantar todos os cambalachos daquela mega-empresa. Rita já obtivera muitos detalhes importantes, graças aos informantes internos, e agora partira para a fase mais perigosa, a fase da máscara, quando precisava representar um papel – coisa desagradável, mas inerente à profissão de espiã. E como ela não servia ao Estado, mas a uma agência particular, o risco era duplo.

Lourival era um homem riquíssimo, dono de uma frota de automóveis terrestres e aéreos, financiara viagens de turismo à Lua, mas prejudicara cidadãos de bem com falências fraudulentas de subsidiárias que exploravam franquias, e a lista de irregularidades poderia levá-lo ao xadrez.

Mas alguma coisa dera errada. Lourival soubera, de alguma forma, da sua real intenção. Talvez algum dos informantes fizesse jogo duplo. Ele a narcotizara no restaurante e, pretextando um mal-estar súbito, levara-a para o seu carro. Horas depois encontravam-se naquela casa de serra, perto de Teresópolis.

Ele a amarrara na cama e a violentara. Para um facínora que pretendia matá-la em seguida, haveria de parecer a coisa mais natural para ser feita.

Aquele quarto fechado à sua esquerda! Por isso também a sua memória relutara em devolver-lhe os fatos. Para toda mulher, ser violentada representava uma injúria gravíssima.

Não contente, ele a xingara e espancara.

Em seguida ele a soltou da cama, arrastou-a até a sala, imobilizou-a na cadeira e aplicou-lhe o soro da verdade.

Ela revelara tudo, comprometendo a Porta de Cristal.

E depois de tudo ele zombou dela, ofendeu-a grosseiramente e anunciou-lhe a morte, esperando vê-la pedir misericórdia.

Ela recusou-se a isso.

Irritado por não desfrutar esse último prazer sádico, ele apontou a arma para o meio dos olhos de Rita.

Foi aí que a Tigresa agiu, virando o jogo.

O fato de haver sido violentada queimava o seu pundonor de mulher. Tranqüilizava-a saber que se encontrava com certeza no período infértil, como lhe garantia o rigoroso controle que exercia com o termômetro L-Sophia e a observação do ciclo ovulatório (método Billings). Como espiã sabia os riscos que assumia e era uma mulher prevenida. Quanto ao HIV, embora fosse pequena a possibilidade de que Lourival fosse um soropositivo, de qualquer forma ela já fôra vacinada e, assim que fosse possível, tomaria uma dose de reforço.

A garganta seca... o telefone tocando outra vez... se ela conseguisse atender poderiam efetuar a triangulação... mas não, ela teria de se virar sozinha.

“A minha bolsa”, pensou Rita. A salvação lá se encontrava, ela tinha de chegar lá.

“É claro, já que não posso me soltar da cadeira, terei de levar a cadeira comigo.”

Mas esse tipo de exercício nada tinha de fácil. Primeiramente, não queria se arriscar pela direita, onde se espalhara um lençol de sangue. Tinha de se arrastar pela esquerda e atravessar os poucos metros que a separavam da bolsa. Sentia-se ridícula e seus esforços rendiam muito pouco, mas afinal conseguia ir avançando alguns centímetros de cada vez. Em alguns minutos, após afastar o gravador do caminho, ela conseguiu chegar até a cômoda, vendo-se diante da sua bolsa. E agora, como iria pegá-la?

Só conseguiu vislumbrar uma solução: agarrar a bolsa com os dentes – a pouca altura do móvel permitia isso – e deixá-la tombar no chão. No seu colo de nada adiantaria. Assim ela deixou o objeto cair no chão e, em seguida, esforçou-se por desequilibrar a si mesma, caindo com cadeira e tudo.

Agora finalmente a almejada bolsa estava ao alcance dos seus dedos.

Já se sentia fatigada... pior, contundida, vendo estrelas... mas valera a pena. Só esperava que o celular não estivesse danificado.

Nesse momento ele pôs-se a tocar de novo, tranqüilizando-a.

Acho que nem o “cowboy” Spike se mete em tanta encrenca como eu, pensou. Tateando, tateando, acabou por fisgar a bolsa. Com mais um pouco de esforço, agravado pelo fato de não poder enxergar o que fazia, conseguiu afinal manipular o zíper.

Aberta enfim a bolsa, iniciou o problemático rastreamento de seu conteúdo.

Desde o seu despertar, quantos minutos haviam passado daquela agonia? Perdera a noção de tempo. Isso, porém, pouco importava: depois de esbarrar com lenços, perfume, caderninho, caneta, celular, automática, batom, localizara por fim a tesoura de unhas.

O meu reino por uma tesoura de unhas!

Levou nisso mais de dez minutos até conseguir soltar as mãos, e menos de um minuto para soltar os pés. Metódica como era, não se precipitou: ocupou-se em esfregar pulsos e tornozelos, combatendo a dormência. Estava livre, e tão cedo não pretendia ser amarrada.

A primeira ação que lhe ocorreu foi correr para o sanitário. Em seguida foi à cozinha, lavou um copo e bebeu água do filtro de parede. Dirigiu-se então ao quarto, onde encontrou seus sapatos e, no armário, uma toalha limpa, pois resolvera tomar um banho.

Apesar da ofensa sofrida não sentia ódio por Lourival e sim comiseração. Ela não era de natureza vingativa, e ele já fôra punido.

Ao sair do banho ela buscou concatenar as idéias. Sem dúvida a droga, o soro da verdade, o trauma e a pancada na nuca tinham-lhe nublado a memória por algum tempo. Isso já estava resolvido, e a outra questão que surgia em seu espírito era a conveniência de ocultar a sua presença ali. Só que as suas impressões digitais estavam espalhadas na casa, inclusive as impressões dos dedos dos pés, e não seria praticável apagá-las todas.

Com um sorriso divertido Rita lembrou-se de um interessantíssimo conto de Ray Bradbury, “As frutas de cera”, onde um sujeito matava um desafeto em sua própria casa e depois, em vez de fugir, fixava-se na monomania de apagar as marcas digitais, sem nunca ficar satisfeito. Pelo que ela se lembrava, o infeliz ficara tão obcecado que lustrara o imóvel com seus móveis e objetos várias vezes – a ponto de a casa, no fim, brilhar de tanto polimento. E chegara a lustrar os candelabros. Claro está que ele acabava sendo preso.

Numa outra história que ela lera, “A âncora dos Argonautas”, de Miguel Carqueija, duas adolescentes paranormais, visando escapar a uma investigação policial, empregaram os seus poderes mentais para alterar anatomicamente as próprias impressões digitais.

A jovem agente secreta sabia que não valia a pena esbaldar-se para apagar as impressões dos seus dedos, ainda mais enfraquecida como se encontrava. E também não precisaria alterar suas impressões com poderes telecinéticos que não possuía. A tecnologia da Porta de Cristal podia dar um jeito nesse problema.

E por falar nisso, lembrou-se Rita, quando voltasse ao seu mundo procuraria o Doc para uma consulta, precisaria de uns fortificantes e vitaminas, inclusive para clarear mais o cérebro. E também de uma bateria de desintoxuniv, para se livrar de toda a carga deletéria que os últimos tratamentos infligidos pudessem ter deixado.

Confiscou o gravador, que colocou numa sacola de supermercado, já que não caberia em sua bolsa. Em seguida buscou o celular e verificou que as chamadas tinham sido feitas por Ariel, sua colega da Porta de Cristal.

Rita ia ligar para ela, quando o aparelho chamou pela terceira vez. A leal Ariel tentava de novo e devia estar aflita. Rita apertou o botãozinho verde:

Oi, Ariel, é você? Ah, eu caí uma sinuca... por favor me localize porque eu vou precisar que venham me buscar. Ah, venham preparados para dar destino a um cadáver...


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