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Mário
Eugênio Saturno
Os vulcões
sempre assombraram a humanidade, porém agora os cientistas estão estudando
algo muito mais assustador, os supervulcões, mil vezes maior e mais destrutivo.
E, antes de ser um evento do passado, é um acontecimento comum, responsável
por alterações no clima e extinções em massa.
Os vulcões
formam-se pelo acúmulo de magma (rocha derretida) que irrompe para a superfície.
A força do fenômeno dá a forma cônica. Há mais de mil vulcões em atividade
no mundo e cerca de cinqüenta entram
em erupção todo ano
Já nos
supervulcões, o magma não chega a superfície, fica acumulado em uma câmara
magmática acumulando sua carga mortal por milhares de anos até explodir. O último
supervulcão a explodir foi o Toba, na Sumatra, 74.000 anos atrás. O efeito no
planeta foi devastador. Não se conhecia nenhum.
Porém algo
foi descoberto, em 1965, no Parque de Yellowstone (o do Zé Colméia), o
pesquisador Robert Christiansen observou no parque cinza compactada. Acreditava
que o parque era um supervulcão, porém o pesquisador não o encontrou.
A NASA estava
testando um novo tipo de câmara e escolheram o parque. O pesquisador teve
acesso às imagens e descobriu algo fascinante, o supervulcão
era imenso, quase do tamanho do parque, medindo 70 Km x 30 Km.
O pesquisador
descobriu que o supervulcão de Yellowstone teve três erupções (três camadas
de cinzas), a primeira ocorreu há cerca de dois milhões de anos, a segunda, há
um milhão e duzentos mil anos e a mais recente há apenas 600 mil anos. Os
pesquisadores estabeleceram um ciclo de 600 mil anos. Ficaram aterrorizados com
a possibilidade iminente de uma explosão, se o vulcão estivesse ativo. Porém
não havia atividades sísmicas, o vulcão parecia extinto. Parecia!
Em 1976, o
pesquisador Robert Smith estava estudando o Parque de Yellowstone quando
testemunhou que as águas do lago estavam inundando as árvores do lado sul.
Solicitou uma medição e comparou com a que foi feita em 1923. Descobriram que
o centro do parque havia se elevado 70 cm. O vulcão estava vivo! E o centro do
parque continua a subir 2,5 cm por ano.
Um grande
temor os levou a espalhar 22 sismógrafos pelo parque. Esses aparelhos registram
os tremores de terra. Como os tremores movem-se mais lentos no magma, a análise
dos dados revelou o tamanho da câmara magmática, media 70 km de extensão por
30 km de largura e 10 km de altura e estava localizado há apenas 8 km da superfície.
Uma enorme bomba, preste a explodir a qualquer momento.
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