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Mário
Eugênio Saturno
Sabemos
que os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos e, agora, estamos
descobrindo uma nova e maior tragédia ocorrida na passagem do permiano e
triássico, há 250 milhões de anos (250.000.000 anos, é mole?). Durante o
período permiano havia um sistema bastante complexo. É o que se descobriu.
Vinte
anos atrás um fazendeiro encontrou uma pegada, dez anos depois um geólogo viu
a pegada e a levou à Universidade de Bristol. Iniciou-se o longo caminho a
descobertas não imaginadas. Descobriu-se espécies desconhecidas, os répteis
estavam tornando-se mamíferos.
Entre
esses "proto-mamíferos" encontramos o nomeado listrossauro, porco
pré-histórico, e o terapsídeo, besta arqueada. Eram muito mais avançados que
os dinossauros. Entre as vantagens, tinham o queixo móvel, que permitia
mastigar e triturar, e uma dentição mamífera. Estranhas criaturas viviam
nessa época, são os nossos ancestrais.
Após
uma longa espera na fila de um hospital, um pesquisar realizou uma tomografia
computadorizada de um fóssil de terapsídeo e constatou que eles provavelmente
tinham ossos aerados, na região nasal, utilizados para aquecer o ar que entra
nos pulmões.
As
escavações revelaram a maior tragédia acontecida para a vida na Terra. Algo
aconteceu, extinguindo quase toda a vida terrestre e 90% da vida nos oceanos.
Mas o que teria ocorrido? Teria um asteróide atingido o planeta como ocorreu
com a extinção dos dinossauros? Nenhuma cratera dessa época ou evidência foi
encontrada! Seria uma grande atividade vulcânica?
Os
pesquisadores resolveram fazer a datação por carbono 14 e constataram que as
mudanças ambientais demorou cerca de 100.000 anos. Hoje acredita-se que a causa
foi o movimento das placas tectônicas, ou seja, há 350 milhões de anos todos
os continentes fundiram-se em um único, a Pangéia. Os mares internos secaram
formando o supercontinente. Sem as linhas costeiras e a água (que é
estabilizador da temperatura) para amenizar a temperatura a Pangéia tornou-se
um grande deserto.
O aumento da temperatura fez com que o calcário nas margens costeiras
dissolvessem na água do mar transformando-se em ácido carbônico. A acidez
provocou a grande extinção marinha. Quando o ácido carbônico evapora,
torna-se gás carbônico (CO2) que por sua vez provoca o efeito estufa aquecendo
ainda mais o planeta.
Toda
a fantástica evolução mamífera foi interrompida, encerrando uma página da
história. Desses, somente o listrossauro sobreviveu, juntamente com alguns
répteis e umas poucas plantas. Após dez milhões de anos, os listrossauros
tornaram-se roedores, depois esquilos, lêmures, macacos e, finalmente, humanos.
Já os répteis deram origem aos dinossauros, cada vez maiores e mais
terríveis.
A
extinção faz parte da história da vida na Terra. Já ocorreram cinco
extinções. A última foi há 65 milhões de anos, a dos dinossauros. Uma
comparação com a extinção do permiano faz refletir que talvez estejamos
entrando na sexta extinção em massa. E talvez nós próprios não
sobrevivamos!
Quando
eu era criança, aprendi de meus professores que se deve estudar história para
não cometer o mesmo erro de outros. Por isso torna-se importante que cada
cidadão esteja atento ao que já aconteceu a outras espécies em eras passadas
e pense no futuro das gerações humanas vindouras...
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