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José Roberto Costa
Uma
situação favorável, em que os planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e
Netuno) ficam quase alinhados, era tudo o que a NASA precisava para preparar uma
das mais fascinantes missões automáticas da história da Astronáutica. As
naves Voyager (Viajante) 1 e 2 foram lançadas no ano de 1977. O plano de vôo
da Voyager 1 lhe permitiu uma rota mais curta até Júpiter, e assim ela foi
lançada em setembro, enquanto a Voyager 2 foi lançada no mês anterior, há
exatos 25 anos.
Ambas
pesam 825 kg e caberiam num grande salão. Levavam diversos instrumentos
científicos, as câmeras fotográficas e de TV. A energia para fazê-las
funcionar não poderia vir de painéis solares, pois as Voyager iriam operar a
bilhões de quilômetros do Sol. Assim, um gerador especial transformava a
desintegração radiativa de uma pílula de Plutônio em energia elétrica para
seus três computadores de bordo e demais instrumentos.
A
Voyager 1 chegou a somente 206 mil km do topo das nuvens de Júpiter: menos que
a distância Terra-Lua. Foi graças a ela que ficamos sabendo que a Grande
Mancha Vermelha é um enorme furacão girando no sentido anti-horário, seguido
por inúmeras tempestades menores.
A
Voyager 2 chegou a somente 41 mil km de Saturno e sobrevoou também Urano e
Netuno, quando este planeta era o planeta mais afastado do Sol, condição em
que permaneceu até o início de 1999. As naves continuam a ser monitoradas e
enviarão sinais para a Terra por mais 20 ou 30 anos. Neste instante, a Voyager
1 está a mais de doze bilhões e quinhentos mil quilômetros da Terra e
viajando a mais de 20 km/s, enquanto sua irmã está prestes a atingir os dez
bilhões de quilômetros, viajando a mais de 36 km/s. Elas agora integram o
projeto “Missão Voyager Interestelar”.
Cada
espaçonave leva um disco fonográfico de cobre banhado a ouro, dentro de um
invólucro dourado com instruções sobre como reproduzi-lo. Nele estão
gravadas diversas imagens em formato analógico, saudações em vários idiomas,
sons de animais e diversos estilos musicais, além de informações sobre nossos
genes.
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